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Published on Fevereiro 27th, 2010 | by Sara Santos Silva

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Pré-Fantas descobriu os meandros da arte dos efeitos especiais

Ainda em semana de aquecimento, o Fantasporto – Festival de Cinema Internacional do Porto – trouxe Colin Arthur e a sua mulher e parceira profissional Sarah Pooley para uma masterclass de dois dias sobre efeitos especiais. Comissariada por Carlos Carneiro e Júlio Alves, da London Sessions Productions, o programa especial levou mais de 100 pessoas a inscreverem-se.

A ideia era explorar o passado, presente e futuro dos efeitos especiais por especialistas de renome. No entanto, por motivos pessoais, David Marti (oscarizado pela caracterização em O Labirinto de Fauno) cancelou a sua vinda a Portugal. Colin Arthur assumiu, assim, a liderança da Masterclass SFX, no Pequeno Auditório do Rivoli, e partilhou a sua experiência no mundo dos efeitos especiais. Galardoado com o Prémio Goya, nomeado para um Óscar e premiado nos festivais de Cannes e Berlim, Colin notabilizou-se por colaborações em películas como 2001: Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, O Bárbaro, de John Millius, ou Sexy Beast, de Jonathan Glazer.

Numa conversa aberta, que finalizou os dois dias de workshop, juntou-se aos formadores o produtor de I’ll See You in My Dreams, Filipe Melo, que venceu o prémio de Melhor curta-metragem no Fantas em 2004. Filipe Melo elogiou o trabalho de Colin, na medida em que, quando este começou, quem fazia efeitos especiais era visto como uma “espécie de ilusionista”. O realizador da curta admitiu a influência de um mini-documentário sobre o making of do teledisco Thriller, de Michael Jackson, que o deixou “completamente fascinado” e lhe alimentou a vontade de “fazer um filme com monstros e efeitos especiais”. “A história é uma porcaria, mas é uma boa desculpa para fazer monstros”, gracejou o produtor e realizador.

Perante a inexistência de técnicos na área dos efeitos especiais em Portugal, Filipe Melo teve de os procurar no Canadá e em Espanha. Do público levantaram-se vozes críticas em relação à falta de investimento, nomeadamente do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), em novos nomes do cinema em Portugal. Instituto ao qual Filipe não recorreu, admitindo que continua a pagar o empréstimo que pediu ao banco em 2003 para fazer o filme. Para garantir bons efeitos especiais, Filipe Melo, pianista de jazz, deu aulas de piano.  “Imaginem o que é estar a dar aulas de piano a principiantes para estar a pagar zombies”, revelou com ironia. E, já no fim, reflectiu: “Fiz o filme, porque senão ia estar toda a vida a pensar ‘devia ter feito’.”

Sarah Pooley reagiu perante o desânimo da plateia, avançando com a convicção de que haveria talento suficiente na sala para fazer um bom filme de efeitos especiais. “O segredo é juntarem-se em equipa”, lembrou Sarah. Com efeito, tanto os participantes como os organizadores do workshop apelaram ao espírito de equipa e a London Sessions Productions assumiu o compromisso de criar uma mailing list para juntar todos os participantes.

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