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Published on Julho 12th, 2010 | by Filipe Pedro

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Premiados do 18.º Curtas de Vila do Conde

O grande prémio do 18.º Curtas Vila do Conde para o melhor filme em competição foi atribuído ao filme “Colivia/ The Cage” do realizador romeno Adrian Sitaru, numa co-produção romena e holandesa.

O filme passa-se à volta de uma família romena que é sobressaltada quando o filho adolescente traz um pássaro ferido para casa. Os pais não gostam da novidade e as discussões à volta desse problema passam a ser constantes. Mas o pai tão depressa critica o filho como se entusiasma com o animal, a ponto de lhe comprar uma gaiola. Uma história de tom realista mas também divertida sobre uma Roménia familiar e actual.

Adrian Sitaru é um cineasta romeno com uma filmografia construída ao longo dos últimos dez anos, da qual se destacam a curta “Valuri” (“Waves”), premiada em vários festivais (venceu o prémio Leopards of Tomorrow no Festival de Locarno de 2007) e a sua primeira longa-metragem “Hooked”, de 2009 (presente em festivais como Toronto, Palm Springs, Estoril e Angers). “Colivia”/”The Cage” é o seu último trabalho nas curtas-metragens, que teve antestreia mundial no Festival de Berlim 2010, recebendo neste Festival o Prémio DAAD Short Film Award.

O júri atribuiu o grande prémio para o melhor filme em competição nacional à curta-metragem “À Côté” do realizador Basil da Cunha. “A Côté” conta a história de Serguei, um trabalhador dos caminhos de ferro que tem uma vida particularmente solitária. Um dia quando vê televisão em sua casa, ouve uma discussão entre um casal no apartamento ao lado. Um fascínio pela mulher que não conhece torna-se numa obsessão, levando-o a seguir todos os passos da sua vizinha.

Basil da Cunha é um cineasta português radicado na Suíça que conta já com a realização de seis curtas-metragens. “À Côté”, o seu último filme, é uma co-produção da Thera Productions e da Haute Êcole D’Art et Design (onde é aluno) que já esteve presente no último Festival de Locarno.

Na competição experimental foi atribuído o prémio de melhor filme à curta “You and Me” de Karsten Krause (Alemanha) e ainda duas menções honrosas a “Ausstieg” de Jorge Quintela (Portugal) e “Verdrethe Augen – 2. Videoversion” de Dietmar Brehm (Áustria).

O prémio vídeo musical foi atribuído ao videoclip “Synesthesia” do colectivo Terri Timely constituído pela dupla norte-americana Ian Kibbey e Corey Creasey.

Nos prémios para o melhor filme de cada categoria a concurso – animação, documentário e ficção – o filme “Blokes” de Marialy Rivas (Chile) venceu na categoria ficção, “Vostrau Belarus” de Victor Asliuk (Bielo-Rússia) foi galardoado na categoria documentário e a curta “Viagem a Cabo Verde” do cineasta português José Miguel Ribeiro venceu na animação.

O prémio Vila do Conde para a melhor curta-metragem europeia que inclui a nomeação para os Prémios do Cinema Europeu foi atribuído a “Talleres Clandestinos” de Catalina Molina (Áustria/ Chile).

O Prémio Onda Curta foi atribuído aos filmes “Interstices” de Michel Pavlou (Grécia/Noruega), “Strips” de Félix Dufour-Laperrière (Canadá), “Shut Down” de Adam Stafford (Reino Unido), “You and Me” de Karsten Krause (Alemanha), “Viagem a Cabo Verde” de José Miguel Ribeiro (Portugal) e “Dlia Domashnego Prosmotra” de Mikhail Zheleznikov. O júri atribuiu ainda uma menção honrosa à curta “Madagascar Carnet de Voyage” de Bastien Dubois (França).

O filme “O Grufalão” da dupla inglesa Jakob Schuh e Max Lang venceu o prémio curtinhas, eleito por um grupo de crianças com idades entre os 8 e os 12 anos. Foram ainda atribuídas menções honrosas ao filme “Mobile” de Verena Fels (Alemanha), “Franswa Sharl” de Hannah Hilliard (Austrália) e “Pigeon: Impossible” de Lucas Martell (EUA).

Foi ainda atribuído o prémio para o melhor filme da competição Take One! a “Smolik” de Cristiano Mourato, da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha.

Na maratona de vídeo “Videorun”, o 1.º lugar foi atribuído a “Dual Core” de Álvaro Silva, Horácio Frutuoso, Ricardo Pereira, Pedro Ribeiro, o 2.º lugar a “Lágrima” de Frederico Silva, Pedro Cruz, Ricardo Martins, Ricardo Sampaio, Rita Pimenta, e o 3.º lugar a “Estados” de Sofia Alves, Ana Salgado, António Fernandes.

O prémio do público, atribuído ao filme das competições nacional e internacional com a melhor média de votação dos espectadores, foi atribuído ao filme “I Love Lucy” de Colin Kennedy.

As extensões do Curtas começam segunda e terça feira, 12 e 13 de Julho, às 22:00, no Porto, no Cinema Passos Manuel, com a exibição do filmes premiados e continuam, durante as próximas semanas, por várias cidades do país. Ken Jacobs, um dos autores em foco em 2010, está a ser objecto de retrospectiva na Cinemateca Portuguesa, até 15 de Julho de 2010.

Na Solar Galeria de Arte Cinemática continua patente, até 12 de Setembro, a exposição “Action Cinema” do artista e realizador norte-americano Ken Jacobs, alvo de uma retrospectiva no Curtas 2010.

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