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Published on Março 3rd, 2011 | by Sara Santos Silva

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Peter Hook: a Casa da Música converteu-se numa espécie de clube britânico

Peter Hook, conhecido por ter sido o baixista dos Joy Division e dos New Order, regressou a Portugal, depois de uma passagem pelo Festival Paredes de Coura, em 2010. Do alto dos seus 55 anos, instalou a revolução, sábado passado, no Clubbing da Casa da Música.

Pela labiríntica Casa da Música, descobrimos um Clubbing eclético. Na sala Cybermúsica, Massimo Pupillo, da banda italiana Zu, atuava perante um grupo reduzido de espetadores. Da mesma forma, Samuel Úria, na sala 2, encontrava uma plateia entusiasta, mas também algo diminuta. A romaria era indubitavelmente para Peter Hook, na sala Suggia, e o público estava mais que pronto para celebrar o legado da banda de Manchester Joy Division. “Unknown Pleasures” (1979), o álbum de estreia dos britânicos, agora revisitado por Peter Hook a propósito do 30.º aniversário da morte de Ian Curtis, foi o mote para uma noite especial.

Peter Hook fotografado por Ana Cancela

Peter Hook fotografado por Ana Cancela

A lotação estava esgotada. Na verdade, estava provavelmente o dobro da permitida (1000 pessoas). O público começou formal, assim como pede a Casa da Música, mas acabaria por se render aos encantos de Joy Division e foram muitos os que se apressaram para a frente, num motim mais ou menos controlado que encheu toda sala de pessoas em pé. Os trejeitos “ianescos” deram lugar a pequenos focos de mosh e, em êxtase, as várias gerações celebraram a banda inglesa, acompanhando Peter Hook ao som de temas como “She’s Lost Control”, “Shadowplay”, “Love Will Tear Us Apart”, “New Dawn Fades” ou “Transmission”.

A voz de Peter Hook nem sempre correspondia, mas nem isso impediu os muitos fãs de vibrarem e recordarem a sonoridade sombria de “Unknown Pleasures”, num Clubbing que fica para a memória.

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