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Música no image

Published on Maio 5th, 2011 | by Margarida Guerreiro (Bia)

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Aloe Blacc e a arte de encher um palco

Se há concertos sobre os quais é difícil escrever são aqueles que nos deixam efetivamente sem palavras, como é o caso. Depois de Maya Jupiter ter apresentado algumas das músicas do seu álbum, produzido por Aloe, o próprio entrou em palco passavam pouco das dez da noite.

A química com o público foi imediata: aplaudiram-no desde o primeiro passo de dança que o cantor deu, passos esses que se prolongaram toda a noite, mostrando que apesar de ter uma banda extraordinária atrás de si, Aloé Blacc enche uma sala sozinho, só com a sua presença. O concerto teve início com uma introdução que nos passeou por várias músicas de “Good Things”, o segundo álbum de originais. Sem pausas seguiu-se “Hey Brother” com uma “jam” pelo meio e à quarta canção a Aula Magna levanta-se em peso aos primeiros acordes de “You Make Me Smile”. De braços no ar e em sinal de abraço ao público português, Aloe Blacc pede-nos que abracemos a pessoa ao nosso lado e que digamos alto o nome da nossa mãe. Os temas que se seguiram foram uma extensão desta alegria, sendo “Femme Fatale”, “Green Lights”, “Good Things” e “Miss Fortune” recebidos de pé entre palmas.

Aloe começou a sua carreira em 1995 num grupo de indie rap e desde aí não parou, tendo iniciado o percurso a solo apenas em 2003. O seu lado interventivo nota-se a cada música, nas frases que diz e da forma como interage com quem o ouve. Por tudo isso, vê-lo em palco é mais do que um simples concerto, é uma experiência conjunta, como se estivéssemos com ele em cima do palco. Ao iniciar “Life So Hard” percebemos que a calma tomava agora parte do espetáculo. Os efeitos de luz desceram, as palmas calaram-se e ficou apenas a voz e corpo de Aloe a tomar conta da sala. “If I” e “Take Me Back” completaram um soberbo trio de temas de puro soul.

De novo de pé, de novo acordes fortes e de novo os passos de Aloe contagiam-nos. O braço no ar pede o sinal de paz, enquanto o cantor explica que o tema “Politician” fala da luta por aquilo que importa na vida, o amor e a paz. A banda mostra as suas enormes qualidades em “Soul Train”, deixando para o final “I Need A Dollar”, que eleva ainda mais alto os ânimos de quem se encontrava na Aula Magna.

Não esperámos muito pelo encore, com Maya Júpiter a anunciar a presença de Aloe Blacc no CoolJazz Fest em Julho e a chamar o cantor novamente ao palco. Um a um, os músicos entraram, e um a um foram dando os principais acordes de um brilhante cover de “Billie Jean”. O concerto terminou com “Loving You Is Killing Me”, não antes de Maya ter cantado em dueto “Rico”, um tema em castelhano, língua que Aloe fala na perfeição devido às suas raízes panamenses.

Uma nota final para a simpatia e disponibilidade de Aloe Blacc, que se deslocou à entrada da Aula Magna para cumprimentar o público.

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Fotografia: Carlos Melo

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