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Música no image

Published on Novembro 22nd, 2011 | by Paula Lagarto

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Guitarras foram quem mais ordenaram na Casa da Música

Se o hábito faz o monge, não é só a voz que faz os vocalistas das bandas. Dean Wareham é nome que fez os Galaxie 500 como ficou provado no encerramento da edição de Novembro do Clubbing. A baixista Britta ‘fez’ de Naomi Yang nas músicas em que o feminino era o tom a dar como em “Listen, The Snow Is Falling” de uma outra mulher: Yoko Ono.

Acompanhados por um baterista foi a dupla, que se juntou nos Luna, que mais aqueceu a sala principal da Casa da Música, no Porto e não desiludiu os saudosos dos Galaxie e que nunca fizeram esquecer, por seu lado, os ‘atmosféricos’ dos Velvet Underground.

Mas o cartaz mais sonante tinha começado com a melancolia politicamente sonante da guitarra e da voz de Latitia Sadier, que quis confessar para quem quis acreditar que o sonho de menina era viajar ao Porto e à Austrália. “Porque sim…”

Clubbing

Em concerto de embalo foram as palavras entre as músicas que mais se destacaram e recordaram o intervencionismo da francesa nos Stereolab, num tempo agora em que, de uma maneira ou de outra, falar em revolução não é tabu e num Portugal que se prepara para a greve geral.

O movimento Ocupar Wall Street também foi lembrado pelo ‘sónico’ acústico Lee Ranaldo, mas que afinal para a sua música se inspirou noutros confrontos de um outro romantismo. Lee descreveu a fotografia que correu mundo dos incidentes de junho de Vancouver por causa de um jogo de hóquei no gelo. Entre a violência, um jovem casal estava deitado no chão a beijar-se e nunca mais será esquecido.

Clubbing

“Banda” foi das palavras mais repetidas pelo guitarrista dos Sonic Youth no palco, ou porque aquela era uma música que precisava de acompanhamento de mais elementos ou porque numa outra tinha levado a sua “própria banda” ao fazer soar a gravação simples de percussão.

Muitas foram as guitarras que foi colocando a tiracolo e os pedais que fazia mudar a sonoridade de um concerto de um homem só e que afinal até é conservador.

«Todos os discos têm uma melosa (sappy) canção de amor. E o meu também tem». E Lee sentou-se a tocar e a cantar.

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