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Published on Fevereiro 28th, 2012 | by festmag

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Barómetro de filmes imperdíveis no 32.º Fantasporto

“Shame”, “A Moral Conjugal”, “Chinese Take Away”, “Juan de los Muertos” e “Lobos de Arga” são os vencedores do barómetro FEST MAGAZINE de filmes obrigatórios da 32.ª edição do Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto. Em ano de excelente colheita, nomeadamente na secção independente – Semana dos Realizadores -, o Fantas apresentou pelo menos 15 filmes acima da média. Por outro lado, os cinco últimos desta lista são os mais fracos das últimas edições. “Lizard Girl” (Coreia do Sul) e “Colour Bleed” (Reino Unido), as curtas vencedoras da presente edição, são as únicas que merecem tempo de antena, num ano francamente mau nesse domínio.

01.º “Shame” – Steve McQueen – GB – 101 min SR/AE v.o. leg. port.
“Shame” ganhou os prémios Fipresci, Volpi Cup e “CinemAvenire” do Festival de Cinema de Veneza. O novo filme de Steve McQueen é um drama sobre um viciado em sexo, com Carey Mulligan, a britânica nomeada para Óscar de melhor atriz no filme “Uma Outra Educação” e o alemão Michael Fassbender (“Sacanas Sem Lei” e “300”). Se o primeiro filme de Steve McQueen (“Hunger”) era sobre um homem sem liberdade, “Shame” é exatamente o oposto.

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02.º “A Moral Conjugal” – Artur Serra Araújo -Port – 95 min SR/AE v.o. port. leg ingl.
Do realizador Artur Serra Araújo, autor de “Suicídio Encomendado”, Prémio Especial do Júri Fantasporto 2007, chega-nos agora a segunda longa metragem, “A Moral Conjugal”. Manuela é uma sensual delegada de propaganda médica. Vive habituada a trilhar os caminhos da infidelidade, envolvendo-se inconsequentemente com médicos.

03.º “Chinese Take Away” – Sebastián Borensztein – Arg/Esp 93 min SR/AE v.o. leg. port.
Uma comédia agridoce e inteligente sobre a solidão, camaradagem e vacas que caem do céu. O protagonista é Ricardo Darín, o argentino que conhecemos de filmes como “O Segredo dos Seus Olhos”, “Carancho” ou “XXY”. Jun, um chinês que acaba de chegar à Argentina sem saber falar uma palavra de espanhol, é adotado relutantemente por Roberto, um solitário excêntrico.

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04.º “Juan de los Muertos” – Alexandro Bruguès – Esp/Cuba – 94 min CF/AE v.o. leg. port.
«Vacas sagradas do socialismo sofrem ataque zombie», escreveu o NY Times. Já o Washington Post prefere: «filme de zombies irreverente». A BBC lembra que este é o primeiro filme de zombies cubano. Fidel Castro viu e gostou. Juan tem 40 anos, grande parte deles vividos em Cuba. A maneira de estar na vida é descontraída e o único elo à realidade é a filha Camila, uma bela jovem que nada quer ter a ver com o pai, porque a única coisa em que ele é bom é a arranjar problemas.

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05.º “Lobos de Arga” – Juan Martinez Moreno – Espanha- 100 min CF/AE v.o. leg. port.
Uma comédia bestial (de: besta, brutal, grosseiro, feio, repugnante e imoral) de terror que ganhou o prémio do público do Festival de Cinema de Terror de San Sebastian, o primeiro filme espanhol a conseguir este galardão nos 22 anos daquele festival. Depois de 15 anos passados fora, Tomás, um escritor pouco sucedido, regressa à sua terra natal, Arga, na Galiza, para ser homenageado pela população local.

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06.º “This Must Be the Place” – Paolo Sorrentino – EUA – 118 min – PP/AE v.o. leg. port.
Seleção oficial do Festival de Cinema de Cannes e vencedor do prémio do juri ecuménico da edição 2011, “This Must Be the Place” conta com os atores Sean Penn (Óscares de melhor ator em “Mystic River” e “Milk”), Frances McDormand (Óscar de melhor atriz em “Fargo”), Judd Hirsch (nomeado para Óscar em “Ordinary People”) e Harry Dean Stanton (“Paris, Texas”). Comédia dramática que foi buscar o nome a uma canção dos Talking Heads (aliás, David Byrne tem uma breve aparição), “This Must Be the Place” é um fervoroso exame à vida de um homem à beira do precipício.

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07.º “Kill List” – Ben Wheatley – GB – 95 min PP/AE v.o. leg. port.
«Desde meados dos anos 70 que o cinema de horror britânico não é tão assustador» – a conclusão é da revista britânica de cinema “Total Film” que dá a “Kill List” 5 estrelas. Já a “Empire” prefere escrever que este é «um filme negro, divertido e perturbador. O realizador está entre os mais promissores da Grã-Bretanha». Prémio melhor ator secundário dos prémios de Cinema Independente Britânico, o realizador de “Down Terrace”, Ben Wheatley, atira para matar.

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08.º “Avé” – Konstantin Bojanov – Bulgária – 84 min SR/AE v.o. leg. port.
Filme multipremiado nos festivais de cinema europeus, “Avé” foi candidato à camera d’or do Festival de Cannes. À boleia de Sofia para Roussé, uma pequena cidade na fronteira búlgara com a Roménia, Kamen, um estudante de arte conhece Avé, uma jovem de 17 anos que fugiu de casa. Curiosamente, Avé também vai para Roussé, pelo que decidem ir juntos.

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09.º “Lena” – Christophe van Rompaey – Bélgica – 114 min SR/AE v.o. leg. port.
Com produção de Els Vandevorst, o mesmo de “Dancer in the Dark” e “Dogville”, “Lena” é um drama tocante sobre uma jovem que vê a vida mudar do inferno para o céu no dia em que se apaixona. De Christophe Van Rompaey, vencedor da semana da crítica de Cannes e do Fantasporto com “Moscow, Belgium”.

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10.º “Guilty of Romance” – Sion Sono – Jap – 124 min SR/AE v.o. leg. port.
O cruzamento da série televisiva “Lei e Ordem: Unidade Especial” com o “pink cinema” japonês. Quem não conhecer o trabalho do controverso poeta e realizador Sion Sono vai ficar chocado com o que vai ver, e aqueles que já estão familiarizados são desafiados com uma das suas mais perturbadoras obras. Três mulheres de estratos sociais diferentes procuram prazer sexual de maneiras pouco convencionais.

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11.º “Rose” – Wojciech Smarzowski – Pol – 95 min SR/AE v.o. leg. port.
Um drama poderoso passado no final da II Guerra Mundial, com uma brilhante reconstituição histórica, “Rose” é um tocante conto sobre a sobrevivência nas mais difíceis condições. No verão de 1945. Tadeusz, um soldado polaco a quem a guerra tirou tudo, chega a Masuria, uma terra alemã antes do conflito, mas oferecido depois aos polacos. É neste lugar perdido que ele encontra Rose.

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12.º “Bellflower” – Evan Godell – EUA – 115 min CF/AE v.o. leg. port.
Desde “Fight Club” que nenhum filme colocava a nu a confusão e as idiossincrasias de ser jovem adulto. «“Bellflower” é intenso e deslumbrantemente negro». É desta forma que o crítico da MSN classifica um dos filmes independente do ano. Um dos melhores críticos de cinema, Roger Ebert, acrescenta que “Bellflower” «é a estreia de um realizador único, com uma energia natural a fazer lembrar Tarantino».

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13.º “Hotel Lux” – Leander Haussmann – Alem – 110 min SR/AE v.o. leg. port.
“Hotel Lux” consegue aligeirar acontecimentos negros e assustadores da história Mundial, como são os regimes nazi e estalinista. Com um argumento cheio de voltas e reviravoltas o filme é produzido pelo homem que tornou possível “The Never Ending Story” e “The Boat” – Gunter Rohrbach. Berlim, anos 1930. O comediante e estrela do cabaret Hans Zeisig nunca falha quando apresenta o seu espetáculo sobre Hitler e Stalin.

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14.º “The Holding” – Susan Jacobson – GB – 93 min CF/AE v.o. leg. port.
O reconhecido capataz de Hogwarts de “Harry Potter”, David Bradley, a próxima estrela do cinema britânico Vincent Regan, que vimos em “300” e “Clash of Titans”, e a jovem Kierston Wareing, também destinada ao sucesso depois de “It’s a Free World”, de Ken Loach, são os protagonistas do «melhor filme de terror britânico em anos», para a Talk Film. Cassie Naylor dirige uma quinta sozinha, com a ajuda das duas filhas. Contudo, os tempos estão difíceis e ela vê-se obrigada a vendê-la.

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15.º “Hell” – Tim Fehlbaum – Alem – 89 min CF/AE v.o. leg. port.
Com produção executiva de Roland Emmerich, prémios de melhor fotografia e uma menção especial na 44ª. edição do Festival de Sitges e melhor realização no Festival de Cinema de Munique, “Hell” é ficção científica pura. Numa altura em que Hollywood nos inunda com efeitos especiais, “Hell” vai mais longe e junta uma produção gigantesca a um argumento exímio e cuidado. Num futuro próximo, o mundo que conhecemos deixou de existir – violentas tempestades solares secaram a Terra.

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16.º “The Maiden Danced to Death” – Endre Hules – Can/Slv/Hung – 106 min PP/AE v.o. leg. port.
Com um elenco internacional onde se destaca Deborah Kara Hunger, Stevie (Istvan) é um empresário que chega dos Estados Unidos a Budapeste e reata a sua relação com a irmã Gyula, e a cunhada Mari que tem uma companhia de dança húngara. Afastado da família durante décadas, Istvan tem dificuldade em regressar ao seu passado. Tendo conseguido que a companhia do irmão fizesse uma digressão pelo mundo, procura dominar essa companhia, acabando por desestabilizar.

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17.º “Eva” – Kike Maíllo – Esp – 94 min CF/AE v.o. leg. port.
Menção especial do júri do Festival de Cinema de Veneza, prémio de melhores efeitos especiais do Festival de Sitges e 12 nomeações para os Goya, “Eva” é um encantador conto de ficção científica, cheio de romantismo e com um elenco internacional. O alemão Daniel Bruhl (“Goodbye Lenin” e “Sacanas Sem Lei”) é Alex Garel, um famoso programador informático que ao fim de 10 anos regressa à terra natal para trabalhar na universidade local.

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18.º “Attack the Block” – Joe Cornish- GB/Fra – 88 min CF/AE v.o. leg. port.
O argumentista de “As Aventuras de Tintin – O Segredo do Licorne”, de Steven Spielberg, o comediante britânico Joe Cornish, estreia-se na realização com este “Attack the Block”. Com o cognome de “Subúrbios versus Espaço Sideral”, esta aventura de ficção científica apresenta um grupo de miúdos disposto a fazer o que for preciso para salvar o seu prédio de apartamentos de uma invasão de extraterrestres cabeludos e com dentes luminosos. A revista britânica Empire diz que «este é o melhor filme que John Carpenter nunca fez». Já a “Variety” compara-o a “Shaun of the Dead”, onde o próprio Joe Cornish faz uma aparição.

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19.º “The Theatre Bizarre” – Richard Stanley, Buddy Giovinazzo, Tom Savini, Douglas Buck, Karim Hussain, David Gregory – EUA/ Fra/Can – 115 min AE/CF v.o. leg. port.
O alemão Udo Kier, protagonista de filmes como “Blade”, “A Sombra do Vampiro”, “Ondas de Paixão” e da série televisiva “Borgia” é o fantoche humano que durante uma noite vai atuar para a jovem Enola Penny. Ela vive obcecada com um teatro que acha estar abandonado. Quando arranja coragem e entra no decrépito auditório, descobre seis contos de horror e bizarria.

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20.º “Shiver” – Julian Richards – Can/UK – 92 min PP/AE v.o. ingl.
Companheiro de há já longos anos, Julian Richards volta ao Porto com um seu novo filme, desta feita em Antestreia Mundial. Vencedor de diversos prémios no Festival, em particular com os seus “Darklands”, “Summer Scars” ou “The Last Horror Movie” traz-nos agora, numa produção com o Canadá, a violenta história de um psico-killer que tem um particular prazer por pescoços de mulheres…

21.º “Madonna’s Pig” – Frank van Passel – Bélgica – 110 min CF/AE v.o. leg. port.
Uma comédia deliciosa e repleta de fantasia de uma confirmação do cinema belga – Frank Van Passel, um realizador já galardoado no Festival de Cinema de Cannes. Um vendedor ambulante, Tony Roozen, tem 25 anos e uma missão – vender o seu novo produto, o inovador gadget – Porky. Este porco robô produz sons, vibrações e exala aromas que fazem com que os porcos de carne e osso sintam o desejo de se reproduzir.

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22.º “Gandu” – Q – India – 85 min PP/AE v.o. leg. port.
Uma viagem alucinante entre “Trainspotting” de Danny Boyle e “Enter the Void” de Gaspar Noé. Mais um retrato de uma sociedade em declínio. Apesar de ser indiano, este não é um típico filme Bollywood, bem pelo contrário. “Gandu” em português quererá dizer algo como imbecil, numa tradução livre, e é a alcunha do protagonista – um jovem que odeia a vida e que não tem amor próprio.

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23.º “Zombie’s Ass” – Noboru Iguchi- Jap- 84 min PP/AE v.o. leg. ingl.
O mais fantástico filme de zombies dos últimos anos. Série Z, escatológica e muito, muito divertida. Este filme é para aqueles que têm o estômago fortíssimo. Da mente retorcida de “The Machine Girl” e “Robo Geisha”, Noboru Iguchi volta a atacar com “Zombie Ass – Toilet of the Dead”. O nome diz quase tudo, mas não mostra nada…

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24.º “Bag of Bones” – Mick Garris – EUA – 79 min PP/AE v.o leg. port.
O norte-americano Mick Garris, prémio carreira do Fantasporto 2011, e realizador de “Sonâmbulos” (Stephen King), “A Mosca 2” e das séries de TV “Contos Assombrosos” e “Masters of Horror” dirige agora Pierce Brosnam (“GoldenEye”, “007 – Morre Noutro Dia”) na adaptação para cinema de uma mini série de terror novamente baseada numa obra de Stephen King. O escritor de sucesso Mike Noonam é incapaz de deixar o luto pela morte repentina da mulher Jo. Durante um dos seus bloqueios de inspiração, um sonho leva-o à casa de campo onde passou momentos felizes em família. Na vida real, Mike decide seguir o sonho e vai para o Maine onde conhece uma atrativa viúva, Mattie, e a sua filha.

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25.º “Eddie, The Sleepwalking Cannibal” – Boris Rodriguez – EUA – 76 min CF/AE v.o. leg. port.
“Eddie, The Sleepwalking Cannibal” segue um caminho muito original dentro do género de comédia de horror. Com uma história que mistura amizades retorcidas, amor e, claro, canibalismo sonâmbulo com muito, muito, gore. Esta comédia negra tem nos principais papéis Thure Lindhart (“Angels and Demons”, “Into the Wild”), Dylan Smith (“300”) e Georgina Reilly (“Pontypool”).

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E, abaixo da “tona da água”, os filmes mais fracos do Fantasporto 2012:

26.º “Some Guy Who Kills People” – Ryan Levin – EUA – 98 min PP/AE v.o. leg. port.
Juntando o horror slash, a comédia com superheróis delirantes e uma reunião familiar disfuncional, “Some Guy Who Kills People” tem o dedo de John Landis na produção. Nos principais papéis estão Kevin Corrigan, o norte-americano que vimos em “The Departed”, Barry Bostwick, o protagonista da velhinha série televisiva “Era Uma Vez uma Família”, e Karen Black, nomeada para Óscar pelo filme “Five Easy Pieces”.

27.º “The Bunny Game” – Adam Rehmeier – EUA – 76 min PP/AE v.o. leg. port.
“The Bunny Game” promete ir longe, sendo mais polémico do que muitos filmes com o mesmo tema. Até agora os americanos tinham algum pudor com aquilo que produziam. Perto da violência dos “snuff movies”, este é um ensaio sem remorsos sobre o mal que é possível fazer quando não se tem nada a perder – uma visão doentia da tortura, da morte e do renascimento.

28.º “In the Dark Half” – Alastair Siddons – GB – 90 min CF/AE v.o. leg. port.
Uma arrepiante história de fantasmas sobre amor, tristeza e redenção. É outono e Maria tem 15 anos. Vive com a mãe Kathy nos subúrbios e gosta de correr. No topo do monte, tem um esconderijo. O seu refúgio do mundo. Filthy é vizinho das duas. Ele é pai solteiro, tem um filho de 6 anos chamado Sean. Um dia Filthy leva Sean a caçar coelhos e leva Maria com eles. A jovem de 15 anos e o adulto de 40 desenvolvem uma estranha relação.

29.º “Key Hole” – Guy Maddin – Can – 93 min CF/AE v.o. leg. port.
A italiana Isabella Rossellini (“Veludo Azul” e “Death Becomes Her”) volta a trabalhar com Guy Maddin, depois de “A Canção Mais Triste do Mundo”. Juntam-se o alemão Udo Kier (“Blade” e “A Sombra do Vampiro”) e o norte-americano Jason Patric (”Speed 2: Perigo a Bordo”). O canadiano da comédia “My Winnipeg” conta a agora a história de um criminoso à procura de sua própria identidade.

30.º “Life in One Day” – Mark de Cloe – Holanda – 94 min PP/AE v.o. leg ingl.
Uma simples e bela história de amor, com toques fantásticos e com uma premissa pouco usual, mas também uma apurada reflexão sobre a importância do tempo. E se vivesse a sua vida inteira em apenas um dia? E se só tivesse uma oportunidade para apreciar todos os sentimentos que estamos habituados a repetir ao longo dos anos? Um beijo, ir à escola, crescer, fazer amor – apenas uma vez e em 24 horas.

31.º “Meat” – Victor Nieuwenhuijs, Maartje Seyferth – Hol – 92 min PP/AE v.o. leg. port.
“Meat” podia ser a sequela de “The Green Butchers”, o filme vencedor da semana dos realizadores do Fantasporto e do prémio meliès d’or em 2004 (melhor filme de cinema europeu fantástico). Um humor negro cortante e um argumento louco e sádico, fazem deste filme uma delícia imperdível, e não estamos a falar de costeletas. Só parece um talho normal ao início. Cedo se começa a perceber que a carne tem um aspeto animalesco.

32.º “H.P. Lovecraft’s The Whisperer in the Darkness” – Sean Barney – EUA – 90 min CF/AE v.o. leg. port.
Escrito em 1931, o icónico conto de suspense e de terror alienígena de H. P. Lovecraft é adaptado para o cinema como se tratasse de um filme clássico de terror dos anos 1930, tal como Frankenstein, Drácula ou King Kong. Este é um dos mais estranhos contos de Lovecraft, um autor tantas vezes adaptado para cinema. “The Whisperer in Darkness” faz jus ao criador.

33.º “The Truth of Lie” – Roland Reber – Alem – 98 min PP/AE v.o. leg. port.
Um dos mais marginais realizadores alemães da actualidade, Roland Reber, continua a sua cruzada contra os bons costumes. Depois de obras controversas como “24/7 The Passion of Life” e “Angels with Dirty Wings”, ambas apresentadas no Fantasporto, chega agora com “The Truth of Lie” mais uma experiência limite aos corpos e mente humana. Christoph de 35 anos estudou psicologia e depois de se ter licenciado, trabalhou como treinador de motivação. Para se sentir totalmente realizado, decidiu escrever. O seu tópico favorito são experiências emocionais de pessoas no limite.

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