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Published on Fevereiro 28th, 2012 | by Sara Santos Silva

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Robôs, alforrecas ou um novo Messias: O futuro é agora no Fantasporto

Criar uma antologia de contos de ficção científica – a proposta partiu do Fantasporto. Rogério Ribeiro aceitou o convite e desafiou 11 escritores. Lançou um concurso, “Contos Fantásticos Fantasporto 2012”, e de mais de cem versões, foram selecionadas seis histórias, de Portugal, do Brasil e de Moçambique. O resultado: “Antologia de Ficção Científica – Fantasporto 2012”, com quase 300 páginas em que se desdobram distintas visões do futuro.

O diretor do “Fórum Fantástico” e das “Conversas Imaginárias”, Rogério Ribeiro, confessa na apresentação do livro, editado pela ASA (Grupo Leya) e no Brasil pela Tarja Editorial, o “grande grau de exigência” necessário para editar uma coletânea como esta. “Os autores são todos mais ou menos ligados à literatura fantástica”, ressalva Rogério. O vencedor do concurso foi António Carloto com “Uma Alforreca no Quintal” e as menções honrosas foram para João Paulo Vaz, Luiz de Souza Jr e Rodrigo Silva (Brasil), José Cardoso (Moçambique) e Manuel Alves (Portugal).

Capa da Antologia de Contos de Ficção Científica

Capa da Antologia de Contos de Ficção Científica

Madalena Santos, de apenas 24 anos, mais conhecida pela sua fantasia épica da Saga Terras de Corza, admite que a transição do passado histórico para uma época futurista não resultou à primeira. “As primeiras páginas foram desapaixonadas”, mas quando “houve um clique”, recomeçou aquele que se tornaria o conto “O Mistério dos Uivos”, a sua primeira incursão na ficção científica, em que se misturam transístores e música “num planeta desértico”. Desafio cumprido, a escritora revela entusiasmada que “é possível que se repita a experiência”.

Também João Leal lamenta que “não tenha sido uma coisa de 300 páginas”, porque ficou “com vontade de escrever algo maior”. O conto “Acordar o Profeta” é uma história de como se cria do zero uma religião que se pretende mundial, em que se procura uma espécie de “próximo Messias”. Sem experiência prévia no género, assume o enorme “potencial de intervenção e de expressão” da ficção científica, “maior do que se pode pensar”.

A pessoa que mais escreveu sobre ficção científica do painel de convidados era exatamente Beatriz Pacheco Pereira, da organização do festival. Influenciada pelo cinema, revela que lhe foi “difícil ser original com um robô e escolher o ângulo” para o conto. Quando encontrou o “tom certo”, optou pelo contexto familiar e explorou a “dimensão humana”, “as subtilezas que fazem a essência do ser humano”.

Na conferência, Beatriz Pacheco Pereira deixou ainda um novo desafio: passar os contos para inglês, escrever argumentos baseados neles e produzir curtas-metragens para um próximo Fantasporto.

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