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Published on Março 22nd, 2012 | by festmag

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Festa do Cinema Italiano regressa de 12 de abril a 13 de maio

O 8 ½ Festa do Cinema Italiano regressa em 2012, de 12 de abril a 13 de maio. A quinta edição inclui uma seleção de longas-metragens, em competição e fora de competição, e de curtas-metragens produzidas ao longo do último ano, ciclos de retrospetiva (Ermanno Olmi) e homenagens (Paolo Sorrentino, Pietro Marcello e o coletivo Flatform), documentários (uma radiografia da Itália contemporânea), telediscos (este ano dedicados ao cantautor recentemente desaparecido, Lucio Dalla) e, paralelamente, diversos eventos culturais – concertos, encontros, leituras e gastronomia.

Este ano os espetadores do 8 ½ têm uma palavra a dizer através do recém criado prémio do público Endesa. Esta distinção junta-se ao Prémio Oficial Rottapharm – Madaus atribuido pelo painel dos jurados da Festa. Ambos serão atribuidos aos filmes em competição. À semelhança do que aconteceu em 2011, e devido ao elevado grau de aceitação que o 8 1/2 obteve um pouco por todo o país, este ano a Festa faz-se à estrada novamente e vai até ao Funchal, Coimbra, Porto e também a Guimarães, no âmbito de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura.

Segundo a organização esta quinta edição de 8 ½ Festa do Cinema Italiano «pretende ser um papel-de-tornassol de tudo o que acontece no mundo da sétima arte e que podemos associar às fronteiras da península em forma de bota. A um ano de distância das celebrações dos 150 anos da unificação de Itália, encontramos um país em trânsito sobre a fronteira de que fala Bachtin. País de recentíssima formação política, mas com uma longa e rica história cultural comum, a Itália de hoje que olha para dentro de si mesma não pode fazê-lo senão dentro e através dos olhos do outro, do hóspede, do viandante, do exilado, do invasor amado e odiado que todos os dias lhe bate à porta, colocando-a perante uma necessária questão moral.

Os filmes seleccionados este ano para as várias secções da Festa revelam, quase involuntariamente, a urgência desta reflexão. É o caso de “Terraferma”, de Emanuele Crialese, que descreve a Sicília migrante tornada hoje terra de acolhimento, ou de “Il villaggio di cartone”, de Ermanno Olmi, onde o espaço físico e espiritual da igreja católica é invadido por novas realidades humanas que chegam de longe. Em “Là-bas”, Guido Lombardi leva ao ecrã a Itália do Sul tal como é vista pela comunidade africana que há anos ali reside, enquanto Gianni Amelio, que há muito reflete sobre o tema do encontro com o outro, retrata o regresso à Argélia de um pied-noir à procura da memória do pai e de si mesmo, numa tocante adaptação de “Il primo uomo”, de Albert Camus.

A Itália do dealbar do século XXI enfrenta os desafios do mundo globalizado de uma forma muito própria, forte por aquela fragilidade identitária que a diferencia, sem dúvida, de muitas das nações do velho continente. E, através desta comparação, continua o próprio processo de autodefinição. O cinema, arte que nasceu e não se tornou italiana, ao contrário das outras que a antecederam, não cessa de o comunicar com a sua habitual profundidade, com a complexidade que caracteriza o fascinante caleidoscópio de ideias, impressões e emoções que transformam cada entrada numa sala de cinema numa nova e desejada experiência irrepetível».

Destaques da programação
12 de abril, 20:30, Portas do Sol – Festa de Abertura
13 de abril, 21:30, Cinema Monumental – Sessão de abertura “This Must Be The Place”, de Paolo Sorrentino, com a presença do realizador
14 de abril, 21:30, Cinema Monumental – “Scialla!”, de Francesco Bruni, com a presença de Fabrizio Bentivoglio
15 de abril, 19:30, CAC – Antigo Mercado de Santa Clara – Cine-jantar com “La Grande Abbuffata”, de Marco Ferreri
16 de abril, 21:30, Cinemateca Portuguesa – “Il Silenzio Di Pelesjan”, com a presença de Pietro Marcello
18 de abril, 21:30, Espaço Nimas – Encontro com Flatform
19 de abril, 21:30, Cinema Monumental – Sessão de encerramento “Terraferma”, de Emanuele Crialese
19 de abril, 00:30, Lux Frágil – Festa de encerramento

Secção Competitiva
“Corpo Celeste”, de Alice Rohrwacher, “Là Bas”, de Guido Lombardi, “Il Mio Domani”, de Marina Spada, “Ruggine”, de Daniele Gaglianone, “Scialla!”, de Francesco Bruni e “Sette Opere Di Misericordia”, de Gianluca e Massimiliano De Serio são os seis novos filmes, primeiras ou segundas obras, de autores italianos concorrem ao prémio de melhor filme em competição. Esta selecção promove a descoberta dos registos mais proeminentes do novo cinema italiano e de obras que se destacam pela inovação a nível de conteúdo e linguagem. Segundo a organização, «foram selecionados seis filmes que pela sua ousadia e capacidade expressiva, se distinguiram ao longo do último ano afirmando-se através da sua competência e do desejo de fazer cinema de qualidade. A perspicácia de algumas produtoras, o crescimento exponencial do circuito de festivais em conjunto com uma geração de jovens realizadores interessados, permitiu que a qualidade das produções apresentadas fosse particularmente alta, permitindo uma seleção de incontestável valor».

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Secção Panorama
Nesta secção, o 8 ½ apresenta uma seleção de longas-metragens italianas, produzidas ao longo do último ano, aplaudidas pelo público e pela crítica internacional. São elas: “This Must Be The Place”, de Paolo Sorrentino (filme de abertura), “Terraferma”, de Emanuele Crialese (filme de encerramento), “Il Primo Uomo”, de Gianni Amelio, “Il Villaggio Di Cartone”, de Ermanno Olmi, “Vallanzasca – Gli Angeli Del Male”, de Michele Placido, e “Totó 3D – Il Più Comico Spettacolo Del Mondo, de Mario Mattoli (a confirmar). Para a organização estes filmes são exemplos de «um cinema que não escolhe elites e que ainda assim prima pela qualidade e pela originalidade artística, como comprova a unanimidade por parte da crítica mais exigente, espelhada nos prémios arrecadados nos mais importantes festivais de cinema a nível mundial. Nesta edição o 8½ deu primazia a realizadores consagrados em Itália que se lançaram no mercado internacional, como é o caso de Paolo Sorrentino, que apresenta a sua primeira incursão nos EUA e Gianni Amelio que desafia o texto de Albert Camus na produção franco-italiana – “Il Primo Uomo (Le Premier Homme)”».

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Il Corto – Curtas-metragens
Para o festival «a curta-metragem é um dos mais entusiasmantes laboratórios para a criação de novos talentos do cinema e do audiovisual. Um lugar onde se pode e deve experimentar diversas linguagens e exprimir livremente as próprias ideias e sugestões. 8 ½ traz a Portugal uma mostra das mais bem sucedidas obras em curto formato produzidas no último ano: “L’Estate Che Non Viene”, de Pasquale Marino, “A Chjàna”, de Jonas Carpignano, “Il Capo”, de Yuri Ancarani, “In Attesa Dell’ Avvento”, de Felice D’Agostino e Arturo Lavorato, e “Della Mutevolezza Di Tutte Le Cose e Della Possibilità di Cambiarne Alcune”, de Anna Marziano».

Il Documentario – Documentários
Através desta mostra de documentários, 8½ pretende dar a conhecer um conjunto de trabalhos que permitem construir um percurso alternativo e complementar as secções dedicadas à ficção. O intuito é de revelar um pouco a complexa e contraditória realidade social, cultural e política de um país objectivamente difícil de descrever pelos italianos e de perceber pelos outros. Segundo os organizadores os três documentários que integram esta secção são «um impressionante retrato da Itália contemporânea: “Napoli 24” é um filme colectivo de autoria de 24 jovens autores que debruçam o seu olhar sobre as contradições da metrópole mais emblemática deste país; “Qui Finisce l’Italia”, de Gilles Coton, refaz a viagem que Pasolini fez em 1959 e durante a qual traçou as suas fronteiras físicas e ideológicas; “Altra Europa”, de Rossella Schillaci, conta as enormes dificuldades dos emigrantes em Itália e dos italianos no confronto com os que vêm de fora».

Focus
Uma secção que surge para homenagear os cineastas que fazem o cinema italiano moderno, cujo reportório tenha grande relevância no cinema que se faz nos dias de hoje. Um tributo às vozes contribuiram para a inovação e modernização do cinema italiano. Este ano o 8 1/2 decidiu dedicar espaço na programação a autores que se destacam no panorama italiano e internacional pela audácia da sua abordagem estética e pelo desenvolvimento de uma poética singular na maneira como fazem e pensam Cinema. É o caso do Paolo Sorrentino, um dos nomes sonantes do panorama cinematográfico italiano que, graças ao seu virtuosismo e a um domínio perfeito da técnica, desenvolveu um universo visual barroco e de grande impacto emotivo. Pietro Marcello, o jovem realizador napolitano, um dos autores que com mais perícia trabalhou na fronteira entre cinema documental e cinema de ficção, alcançando resultados notáveis (como é o caso de “La Bocca del Lupo”) que lhe garantiram uma posição privilegiada junto da critica internacional. Por último o colectivo Flatform, presença habitual nos mais prestigiados festivais de arte e cinema. Uma experiência formal que juntou vídeoarte e arquitetura paisagística de uma maneira tão subtil como inventiva.

Paolo Sorrentino – “This Must Be The Place”, “Il Divo”, “Le Conseguenze Dell’Amore” e “Napoli 24”
Paolo Sorrentino distingue-se pelo seu estilo rigoroso, quase geométrico na escolha dos enquadramentos e dos movimentos mecânicos, que enriquece com uma escrita inovadora e excêntrica. Sofisticado na escolha das bandas sonoras, o visionário, eclético e multipremiado Sorrentino é uma das figuras mais importantes do panorama cinematográfico italiano contemporâneo. Nascido em Nápoles a 31 de março de 1970, inicia a sua carreira no cinema como argumentista. A grande oportunidade surge em 2001, quando apresenta em Veneza a sua primeira longa-metragem, “L’Uomo In Più”, com a qual a crítica reconhece imediatamente o seu talento em quanto realizador e a originalidade da sua história. É assim que nasce uma constante e profícua relação profissional com o ator Toni Servillo. O seu segundo filme, “Le Conseguenze Dell’Amore” (2004), para além de ser selecionado no Festival de Cannes, vale a Sorrentino cinco David di Donatello (melhor filme, melhor realização, melhor argumento, melhor ator principal e melhor diretor de fotografia) e três Nastro d’Argento (melhor ator principal, melhor ator secundário e melhor diretor de fotografia). Em 2006 obtém novamente os favores da crítica no Festival de Cannes com “L’Amico Di Famiglia” e dois anos mais tarde, ainda em Cannes, vence o Prémio do Júri com “Il Divo” (2008), um incómodo retrato da enigmática figura política italiana Giulio Andreotti. Para a sua mais recente longa-metragem, Sorrentino escolhe uma produção internacional que se desenvolve entre a Irlanda e os Estados Unidos: “This Must be the Place”, apresentado em 2011, tem como protagonista Sean Penn, na pele de uma ex-estrela de rock (com um look inspirado em Robert Smith, dos Cure) à procura de um criminoso nazi que humilhou o seu pai durante a guerra.

Pietro Marcello – “Il Silenzio Di Pelesjan”, “La Bocca Del Lupo”, “Il Passaggio Della Linea” e “Napoli 24”
Pietro Marcello é um dos maiores documentaristas italianos, pela sua força e coragem de inovar. A coragem na escolha de se aventurar por veredas desconhecidas e de abrir novos caminhos na narrativa cinematográfica faz de Marcello um realizador estimado e premiado a nível internacional. Nascido em Caserta em 1976, é um autor jovem e consciente, observador atento da realidade que o rodeia. Pietro Marcello começa rapidamente a ganhar prémios: em 2004, com o documentário “Il Cantiere”, vence a 11.ª edição do Festival Libero Bizzarri; no ano seguinte conclui “La Baracca”, que alcança o Prémio do Público no Videopolis 2005. No mesmo ano, colabora como voluntário de uma ONG na Costa do Marfim na realização de um documentário intitulado “Grand Bassan”. Em 2007, assina a realização de “Il Passaggio Della Linea”, um documentário rodado totalmente em comboios rápidos que atravessam Itália. O filme, para além de ter participado em inúmeros festivais internacionais, foi apresentado na 64.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, no âmbito da secção Horizontes (Orizzonti), sendo galardoado com o Prémio Pasinetti Doc e a Menção Honrosa Prémio Doc/it. Na sequência do encontro com Enzo Motta, o futuro protagonista do seu filme, realiza o documentário dramático “La Bocca Del Lupo” (2009), filme poético que contrapõe imagens de arquivo a imagens então rodadas em Génova. Apresentado em mais de 20 festivais internacionais, obteve nesse ano inúmeros prémios importantes no Festival de Cinema de Torino, no Festival Cinéma du Réel de Paris, no Festival de Berlim e no Festival de Buenos Aires. Em Itália, foi galardoado com o Nastro d’Argento e o David di Donatello como melhor documentário do ano. 2010 é o ano de “Napoli 24”, obra coletiva que descreve a cidade napolitana pela mão de 24 realizadores diferentes, a que se seguiu “Il Silenzio Di Pelesjan” (2011), produzido por Fuori Orario (Enrico Ghezzi, Rai 3) e no qual o arménio Artavazd Pelesjan, lenda viva do cinema, inventor de um tipo de montagem extraordinário e inexpugnável, volátil e poético, é retratado por Pietro Marcello numa média-metragem de cinquenta minutos.

Flatform – “Un Luogo a Venire”, “Non Si Puó Nulla Contro Il Vento”, “57600 Secondi di Notte e Luce Invisibili”, “Domenica 6 Aprile, Ore 11:42”, “In Natura Non Esistono Effetti Speciali, Solo Conseguenze” e “Intorno Allo Zero”
Flatform é o nome de um coletivo de artistas plásticos e vídeo-artistas italianos, criado em 2007, com sedes em Milão e Berlim. Escolhidos este ano como foco do Horse Pistes, organizado no Centre Pompidou de Paris, os Flatform distinguem-se por uma internacionalidade e uma pesquisa artística profunda do meio cinematográfico, que lhes garante a participação nos mais variados festivais do mundo. Para além de terem já sido selecionados para competir no Festival de Cinema de Milão em 2009, podemos encontrá-los em festivais que vão desde o Brasil (Janela Internacional do Cinema de Recife) até Nova Iorque (Under the Bridge, Brooklyn). Nos dois anos seguintes, cada vez mais ativos, chegam a ser exibidos na Bienal de Veneza, no Minimalem (Noruega), no Festival do Nouveau Cinema (Montreal) e no Loop Festival (Barcelona), só para citar alguns dos inúmeros eventos. Os trabalhos dos Flatform serão apresentados com uma atenção especial na 5ª edição da Festa do Cinema Italiano, através da projeção de seis vídeos emblemáticos, que testemunham a sempre crescente abertura e flexibilidade do cinema como meio de expressão artística.

Amarcord – Ermanno Olmi
O primeiro destaque da programação desta 5ª edição do 8½ vai para a homenagem a Ermanno Olmi. Uma iniciativa da Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura e da Cinemateca Portuguesa em parceria com a Festa do Cinema Italiano que acolhe esta homenagem na secção Amarcord. No âmbito deste tributo, a associação Il Sorpasso vai lançar uma publicação sobre Olmi e a sua vasta filmografia que poderá ser adquirida ao longo de todo festival. Durante a mostra que Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura dedica a Olmi, será projetada de 26 abril até 3 de Maio uma minuciosa seleção das longas-metragens mais significativas do seu percurso artístico. Para quem deseja conhecer mais a fundo a obra do grande autor italiano, aconselha-se a não perder a retrospetiva completa da sua filmografia que terá lugar a partir de 17 de abril, na Cinemateca.

Ascolta – Lucio Dalla
O 8 ½ dedica esta secção a um dos maiores intérpretes da canção popular italiana, Lucio Dalla, artista recentemente desaparecido. Sempre à procura de novos estímulos e horizontes, Lucio Dalla, experimentou com curiosidade e ecletismo, em quase 50 anos de carreira, numerosos géneros musicais tornando-se numa das vozes mais representativas da sua geração. Colaborou com artistas de renome internacional como Chico Buarque e Richard Galliano. Paralelamente à sua atividade musical, Dalla teve várias participações como ator no cinema, a mais bem sucedida com os irmãos Taviani. A sua música e as suas palavras ficarão para sempre na memória de todos os italianos.

Dopo Le 8 ½ – Eventos culturais e sociais paralelos à programação oficial do 8 ½
Um ciclo de homenagem a Michelangelo Antonioni organizado em parceria com a Fnac no ano em que se celebra o centenário do nascimento de uma das maiores vozes do cinema italiano. Estas exibições percorrem as várias lojas Fnac em Lisboa e seguem depois rumo às restantes localidades que acolhem a Festa do Cinema Italiano. Os filmes que constituem o tributo são: “Le Amiche”, “Il Grido”, “Zabriskie Point”, “Blow Up” e “L’avventura”.

Cine-jantar – 15 de abril – Antigo Mercado de Santa Clara – “La Grande Abbuffata” de Marco Ferreri
Uma colaboração entre o 8 ½ e a Associação Idade dos Sabores – Centro das Artes Culinárias do antigo mercado de Santa Clara. Uma exibição especial a obra de Marco Ferreri, acompanhada de um jantar inspirado no particular menu (derradeiro protagonista do filme) desta obra incontornável do cinema italiano. Dedicado a todos aqueles que não querem morrer de fome. Este evento marca o lançamento do filme em DVD pela Alambique Filmes.

Cine-aperitivo
Todos os dias a partir das 20:30 o Espaço Nimas transforma-se na casa da gastronomia italiana em Lisboa. O aperitivo é um momento social e de diversão fortemente enraizado na cultura italiana, o 8 ½ dá oportunidade ao seu público de partilhar um pouco desta experiência de convívio all’italiana. Todos os dias é oferecido um petisco diferente, cortesia dos melhores representantes da gastronomia italiana em Portugal.

Festas
Festa de abertura – Miradouro Portas do Sol – 12 de abril – a partir das 20:30
Festa de encerramento – Lux-Frágil – 19 de abril – 00:30

Bilheteira
Lisboa – preço dos bilhetes – 3,50 euros (descontos 2,5 euros – amigos do IIC Lisboa, estudantes e maiores de 65 anos; 12 euros – pack competitiva; válido para os 6 filmes em competição).
Funchal – preço dos bilhetes – 3 euros (descontos 1,5 euros – estudantes e maiores de 65 anos)
Coimbra – preço dos bilhetes – 4 euros (descontos 3 euros – estudantes e maiores de 65 anos; 12 euros – passe de 3 dias)
Guimarães – preço dos bilhetes – 2 euros
Porto – preço dos bilhetes – 3,50 euros

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