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Crónicas no image

Published on Maio 29th, 2012 | by Inês Henriques

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Maria Gadú: Uma de muitas páginas por cá

Maria Gadú parece mais crescida. Não é das artistas brasileiras que mais interage com o público. De facto pouco o faz. Está ali para dar a ouvir a sua voz cantada, o som dos instrumentos. Mas a sonoridade de “Mais Uma Página” é diferente do seu anterior álbum, onde se apresentava mais introspetiva. Assim, como um diário que decidira abrir e partilhar com os mais próximos. Diria, até, mais adolescente.

Agora, com “Mais Uma Página”, Maria Gadú dá a conhecer outra faceta, sem que ainda assim perca o seu toque. Toque que é difícil nos dias de hoje, onde o mercado musical é cada vez mais difícil. O Coliseu dos Recreios não encheu, é certo, mas os que ali se deslocaram na quinta-feira, gostaram. Pelo menos, assim deu para perceber pelos constantes aplausos.

Os seus concertos, agora, não são só música. Não. Têm em algumas músicas uma componente visual. Uma grande tela, descida à sua frente, onde se enxerga toscamente a artista, surge logo na abertura. Nela são escritos nomes de artistas que deixaram o seu cunho, mas já partiram. Um momento que levou o público a manifestar-se efusivamente. A cada nome escrito, um grito mais alto ou mais baixo, conforme o gosto.

Nestes concertos, a cantautora brasileira conta com a participação do fadista Marco Rodrigues, que abriu o ‘show’, numa brilhante meia hora, que prova que é uma das vozes do presente, e do compatriota Dani Black. Maria Gadú já ganhou o seu espaço deste lado do Atlântico, por isso é natural que ainda a oiçamos por cá muitas vezes.

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