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Crónicas no image

Published on Dezembro 1st, 2012 | by Paula Lagarto

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Reportagem: Optimus Primavera Club 2012 (sexta-feira)

É novembro em Guimarães e há frio. Mas qual frio? A cidade de Guimarães num 30 de novembro faz pensar imediatamente em temperatura baixa e não na primavera. Mas o tempo esteve bom, muito bom na cidade berço no início do Club2012 da Optimus, a versão dentro de portas do festival Primavera Sound.

A minha noite começou no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor num palco de um homem só, acompanha do pelo computador e mesa de produção de sons. E foi o quanto baste para quem escolheu ver Daughn Gibson e o seu All Hell.

Foram poucos os que assistiram ao concerto do homem alto, barbudo, vestido com uma camisola de flanela e gorro na cabeça, ao melhor estilo dos lenhadores. É que a expetativa crescia para guardar lugar para assistir a um nome maior, Sharon Van Etten, dali a uma escassa meia hora.

“Quem bom estar aqui”, diz em português Gibson e na voz grave que usa nas suas canções, muitas vezes a piscar o olho a performances do Nick Cave. Mas há suavidade na música, que como Gibson promete ser para “fazer amor”.

Na plateia, um espetador mais entusiasmado num inglês que não esconde o sotaque italiano faz declarações de amor, ora com expressões sexualmente explicitas, ora com um repetível “amo-te”.

Num auditório surpreendemente grande para uma lisboeta, que por norma preconceituosa faz comparações com a capital, Sharon Van Etten fez desfilar as melodias agridoces do seu repertório.

Ainda fresca na memória estava a sua atuação no Lux, em Lisboa, em tom mais rockeiro e por isso rapidamente fiz-me à rua para chegar ao Teatro São Mamede e guardar lugar para os Destroyer.

Os estalidos na coluna e os desequilíbrios no volume dos inúmeros instrumentos que a banda traz a palco foram corrigidos num diminuto tempo e aqueles que parecem saídos do grupo desajustado de um liceu encantaram.

Numa hora mostraram o que melhor fazem e agarram o público mesmo quando o tom era o experimental protagonizado pelo trompetista.

Num espaço de acústica invejável, o excêntrico Ariel Pink deu espetáculo. De saco de uma ótica, com as palavras ‘laser vision’, cabelo louro com raiz ironicamente preta, Ariel começou com uma criativa versão dos Beatles, “Love me do”.

O vídeo projetado mostrou até o vocalista dos Nirvana de cuecas, traduzindo o tom irónico que se assistia no palco e mostrava que Ariel ouviu tudo o que há para ouvir desde o rock progressivo, ao punk e sem esquecer os melódicos anos 50.

E ficou a prova que não é só uma andorinha que faz do Primavera o Primavera.

Veja também os vídeos:

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