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Música no image

Published on Julho 27th, 2013 | by Gonçalo Guedes Cardoso

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Reggae Geel: A cantar desde 1978

Em ano de aniversários redondos, há um festival na Bélgica que ultrapassa a fasquia dos 30 e garante que o melhor ainda está para vir. Responde quando lhe chamam Reggae Geel, ou apenas Geel, celebra 35 primaveras e acontece anualmente durante dois dias, no primeiro fim-de-semana de Agosto, em Belse Bossen (floresta bíblica), perto da cidade de Geel, na província de Antuérpia.

É um dos festivais de reggae mais antigos e carismáticos da Europa e nasce a partir de uma pequena festa ao ar livre organizada por um grupo de amigos. A passagem para o nível seguinte acontece três anos depois com a primeira atuação ao vivo e num abrir e piscar de olhos artistas jamaicanos partilham o palco com a seleção nacional.

Em apenas cinco anos, o público cresce dez vezes mais do que na edição inicial. Em 1995 surge um segundo palco, dedicado ao dancehall e ao ragga e abrem-se alas para a improvisação teatral, para a poesia e para a afirmação de novos DJ’s. O sucesso é tal que os organizadores vêem-se obrigados a prolongar a festa por dois dias.

Com o tempo, o evento fermenta e o amor pela música é alargado à projecção de filmes, a workshops, a artes circenses e a um mercado de artesanato. Em 2005, nasce o 18” Corner, um espaço no meio da floresta onde colunas e amplificadores gigantes dão à música dub todo o eco que este género merece.

A promoção de novos artistas e talentos desconhecidos é um dos pilares de Geel. Esta filosofia começa em 2007 com o concurso Catch-A-Mic, um dos momentos-chave do festival em que novos artistas de reggae e dancehall tentam conquistar o público através das suas letras e batidas.

O quarto palco, apelidado de Skaville Circus, é inaugurado no ano seguinte e como o nome deixa adivinhar, aqui o ska e o rocksteady são reis e senhores. Durante o dia, declama-se poesia e alguns artistas são entrevistados ao vivo e a cores perante o olhar atento dos espetadores.

O festival mais verde do país orgulha-se de aplicar uma “política ecológica completa”. Anualmente, são produzidas trinta toneladas de lixo que a organização pretende reduzir. Para tal, são criados vários pontos de reciclagem e é encorajada a já habitual troca de copos de plástico por pequenos brindes ou senhas de bebidas.

Em Geel, a maioria dos produtos alimentares vendidos são de comércio justo. A água potável é gratuita e ao contrário da maioria dos festivais belgas, a utilização das casas de banho é feita a custo zero.

Ao longo dos anos, este festival de pequena dimensão foi conquistando o seu espaço dentro e fora do país. Inovador, autêntico, ecológico e com preços democráticos, hoje alberga cinco palcos, onde atuam cerca de 80 artistas e acolhe 30.000 espetadores divididos por dois dias de festa.

2 agosto: Barrington Levy; Bounty Killer; Cutty Ranks; Admiral T; Mad Professor; Dennis Alcapone; Marcia Griffiths; Tifa & Ruff Cutt Band; Killamanjaro

3 agosto: Busy Signal; Third World; Freddie McGregor; Capleton; Gyptian; Romain Virgo; Sentinel; Leroy ‘Heptone’ Sibbles & Asham Band

Bilhete diário: 25€ 
(sexta-feira) / 30€ (sábado)
Passe 2 dias: 40€


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