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Música no image

Published on Agosto 19th, 2013 | by Paula Lagarto

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PdC2013: Paredes de Coura ora agrada a gregos, ora a troianos

Ao último dia do festival 2013 de Paredes de Coura o som do palco principal nas condições ideias para a festa com ritmos latinos dos Calexico e para o frenesim pop de Stuart Murdoch, mentor e motor dos Belle and Sebastian. Mas antes os ingleses Palma Violets recordaram ao público como o entusiasmo e o gozo que os músicos têm em palco são meio caminho andado para o sucesso de um concerto rock.

Na estreia em Portugal, o pó levantado em frente ao palco e os fotógrafos a captarem imagens de um público, que com crowsurfing muito deu que fazer aos seguranças, foram provas de que os Palma Violets seguraram e recrutaram fãs. O baixista Chilli Jesson foi um espetáculo dentro da próprio espetáculo, a ter direito a que o vocalista Sam Fryer adapta-se a letra de “We Found Love” à medida do cartaz de papelão que lhe entregam: “Chili you are my new one divine”.

Com um programa a obrigar mais subidas e descidas que nos dias anteriores e a desejar estar em dois lugares ao mesmo tempo, ficaram os ‘cheirinhos’ de Ducktails, liderados por Matt Mondanile, e um homem, neste caso Matthew Houck, que é mais do que ele e a sua guitarra, Phosphorescent. Por esta altura os gregos ou os troianos do título estavam agradados com os Calexico, que com muita competência trouxeram ao Minho as sonoridades ‘tex-mex’.

A latinidade dos seus vizinhos mexicanos cruza-se, como é habitual, com o tom do Arizona, a origem da banda. Os incentivos de Joey Burs puxaram o público para a festa, mas os elogios ao vinho e à comida desta zona do país ajudaram ainda mais a que o público.

No palco secundário, as descargas sonoras do garage rock dos Bass Drum of Death não podiam ser ignoradas, mas o relógio ia indicando o início da atuação dos cabeças de cartaz.

Belle and Sebastian também agradaram ora a gregos, ora a troianos, que viajaram no tempo e revisitaram êxitos desde o início ao final do espetáculo. Em palco os escoceses foram ‘ajudados’ por músicos de Guimarães que adicionaram camadas de sons de cordas a músicas como “I’m a Cuckoo”. A energia do vocalista não deixava esmorecer ânimos e pediu também ‘reforços’ entre a audiência, por dois momentos, para ter companhia para dançar. Belle and Sebastian já fizeram história e mostram que a querem continuar a fazer. Voltaram ao palco para um encore porque nessa história é obrigatória o capítulo “Get Me Away From Here, I’m Dying”.

Para 2014 também haverá mais episódios neste cenário, que para esta grega serve sobretudo para bandas de rock frescas e enquanto troiana também diz um “I Want The World To Stop” enquanto ouve canções dos Belle and Sebastian.

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