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Música no image

Published on Outubro 10th, 2013 | by Paula Lagarto

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Reportagem Scout Niblett: Voz doce, letras de fel

O Teatro Maria Matos recebeu e aplaudiu, com plateia cheia, o concerto da inglesa Scout Niblett de nome artístico e Emma de nome de batismo. As duas estiveram esta quarta-feira em palco.

De flor vermelha atrás da orelha e as habituais meias até ao joelho, Niblett iniciou o contar das suas emoções, muitas amarguras, pela canção de 2009 “My Beloved”, numa toada que bem podia servir de anúncio à sua exposição em palco, por a letra incluir vários “I’m here” (eu estou aqui).

Ainda e apenas, mas que é tanto, a compositora com a sua guitarra elétrica lembrou o tema “Duke Ansiety” e as viagens que tanto podem acontecer quando se está a dormir, acordado ou num intermédio e em velocidades inconstantes, como o tom que ela usa nas suas canções.

Já acompanhada por mais dois elementos, um baterista e um guitarrista, Scout passa a ser Emma, o nome real que usou para o título do mais recente trabalho discográfico e que não esconde ser sobre a separação – «porque tive uma separação», comentou numa entrevista.

“All Night Long” inaugurou a entrada nos temas mais recentes, seguindo-se o delicado e raivoso “Gun”, que como destinatários tem um tu e uma ela, que levaram o amor. Mas a pessoa roubada acaba por agradecer. Porque afinal, nas questões do amor a cor mais comum é o indefinido cinzento.

No palco houve ainda mais espaço para outras confissões, avisos e recados. Também do novo disco, “It’s Up To Emma”, e com portugueses no violino e no violoncelo houve um sentido “Can’t Fool Me Now”. Logo depois surgiu novamente a Scout com os tons duros e extravagantes de trabalhos do álbum “This Fool Can Die Now”, mostrando o quanto vale a mulher com ar de menina e os seus ‘riffs’.

A dupla de cordas voltou para acompanhar Emma a perguntar “Baby What Can I Do?”, mesmo antes da saída de palco e quando já se sabia que faltava pelo menos uma canção.

E num palco já pisado pelo parceiro da canção que se seguia, Will Oldham, que responde, entre outros nomes, por Bonnie ‘Prince’ Billy, desta vez Scout interpretou o emotivo “Kiss”, mas fechou com mais um tema ‘rebelde’, aparentemente afastado daquela que responde por Emma.

Mesmo com dois nomes, a inglesa foi única em palco. Porque afinal todas as moedas têm cara e coroa e no doce também há fel ou será que se deve dizer ao contrário?

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