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Música

Published on Março 13th, 2014 | by Filipa Marta

Reportagem SXSW: Bandas de rua ou mega-bandas?

Na noite de 11 de março a cidade de Austin assistiu a grandes mudanças. Além da temperatura permitir os braços andarem à mostra, a fauna e flora hipster invadiu as ruas e os bares da cidade, que durante a semana passada pertenciam à camada dos geeks high tech. As filas aumentaram em todos os recantos, gente diferente, multicultural, que veio para uma semana de música no SXSW.

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Concertos nascem como cogumelos por todos os bares. É mesmo uma questão de se andar na rua e entrar naquele que mais agradar ao ouvido, tendo pulseira ou o badge do SXSW.

Para aqueles que não têm e vieram ‘ver as vistas’, também conseguem ver muitos dos concertos que vão aparecendo nas esquinas das várias ruas, principalmente na 6th street.

Baterias improvisadas com baldes e metais, violas, violinos, bandas de jazz ou apenas um saxofone algures, fazem as delícias de por quem ali passa.

Os curiosos ficam se a banda for boa e, rapidamente se junta um aglomerado de pessoas a dançar e a puxar ainda mais pelos músicos. Dão-se uns trocos nas respetivas caixas e segue-se para um próximo.

Parei para ver uma banda de três rapazes que me chamou à atenção pela fluidez da sua música dentro do jazz. Dois saxofones e uma bateria a escorrerem energia e num piscar de olhos ficaram envoltos por umas boas dezenas de ‘turistas’. Conseguiram meter a plateia aos saltos à sua volta e tocaram com imensa garra. O seu nome: Mo n Hooch.

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Mais uns passos e noutra esquina estavam também dois saxofonistas e um baterista no mesmo estilo do jazz mas o groove era totalmente diferente, atirando mais para o clássico. Faziam publicidade ao seu EP. O seu nome: Diamond Rings.

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No meu percurso acabei por ver e ouvir outras bandas que no entanto não me agarraram assim tanto. Havia um rapaz com um violino que falava por cima dos acordes, uma rapariga que batia literalmente em baldes de plástico, dois rapazes, um com uma caixa de música e o outro com viola, uma rapariga no meio da estrada com os dedos numa viola.

Este sistema dá que pensar. Estas duas bandas que mencionei têm talento para serem grandes e fazerem parte do circuito internacional mas não, ali estavam a tocar na rua de Austin por trocos, divulgando (já agora) o seu trabalho. Estes supertalentos ficam por ali ou podem ter outro destino?

See you later aligator.

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