Festmag

Música

Published on Março 17th, 2014 | by Filipa Marta

0

Reportagem SXSW: Real Estate, The Mary Onettes e London Grammar

Quinta-feira de South By em Austin, dia 13 de março. O acordar em Austin foi de sobressalto dado que durante essa madrugada um condutor alcoolizado matou duas pessoas e feriu cerca de 23, ao atropelar uma multidão que se encontrava para assistir a concertos num espaço do festival. Estranho saber isto estando aqui. Podia ter sido eu porque o tal espaço estava na minha lista mas o cansaço levou-me mais cedo para a cama.

Mais estradas cortadas ao trânsito de carros e vê-se mais polícia nas ruas. Chegam carrinhas com bandas, veem-se instrumentos a serem transportados e o som é cada vez mais elevado nos bares da 6th avenida. A cidade está em completo frenesim de pessoas a pé, bicicletas individuais e bicicletas-táxi.

Consegui assistir a quatro palestras no Austin Convention Center até às 18h e pelo meio espreitei os showcases de The Mary Onettes, uma banda indie sueca dentro do dream-pop, e dos Real Estate, de quem sou fã desde o single “It’s Real”. Estes pequenos showcases integrados no Convention Center e no programa do festival servem para o ‘business’ estando muita gente do meio da indústria musical a observar. Apesar da plateia ser ‘fria’, as bandas esforçaram-se a dobrar para mostrarem o que valem (e conseguiram, no meu ponto de vista…).

No Austin Convention Center também decorria uma feira de instrumentos musicais – Music Gear Expo -, que deliciava os participantes. Por toda a parte, músicos experimentavam guitarras, violas, pedaleiras, etc. No pavilhão ao lado, encontrava-se a exposição/feira de posters de concertos bandas, chamada Flatstock 43. Foi aqui que me perdi, na demanda por posters das minhas bandas prediletas e pelo próprio artwork em si. A particularidade é que pude conversar diretamente com os artistas que desenharam e projetaram estes trabalhos gráficos. A qualidade era bastante elevada e dei por mim a admirar as peças como se estivesse num museu. Os preços rondavam os 20 a 30 doláres, e uns iam até aos 100 doláres.

Satisfeita e com uns quantos posters debaixo do braço, fui até a um outro festival dentro do SXSW, o Woodies Festival. Quando cheguei ao recinto, a fila de pessoas extendia-se a perder de vista e os London Grammar estavam para entrar em palco. Consegui solucionar o ‘problema’ e fui literalmente para um monte, ao lado do recinto, com vista previligiada para a banda. O único inconveniente é que tinha uma estrada (onde passavam carros) entre ambas, mas vi perfeitamente e ouvi ainda melhor. A Hannah Reid, vocalista dos London Grammar, é que não estava muito confortável pois queixou-se de estar a levar com o sol de frente e ainda pediu uns óculos escuros ao manager de palco. A banda abriu com “Hey Now” e entrei em hipnose com “Wasting My Young Years”.

YouTube Preview Image

Aviões sobrevoavam os céus e escreviam números com fumo, em espiral. Não percebi a relação mas foi um momento engraçado. Depois fui jantar nas roulotes. O festival tem espaços destinados a essas veículos de comida variada – entre tailandesa, hamburguers e pizza… – em vários recantos da cidade o que permite a que não se formem extensas filas de espera (o que não acontece na maioria dos nossos festivais). Além disso, também existem imensos restaurantes e café-bares. Portanto, a oferta em restauração é mais que muita, e ainda bem! E no fim de tudo, calhou jantar ao lado da banda The Knocks e conversei com uns americanos sobre música e Austin. See you later aligator.

Siga-nos aqui:

Tags: ,


About the Author



Comments are closed.

Back to Top ↑