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Música

Published on Março 18th, 2014 | by Filipa Marta

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Reportagem SXSW: O último dia

Um sábado de SXSW é a completa loucura! Milhões de vozes nas ruas e um calor de primavera instalado. Sabe bem estar aqui, passear por estas ruas cinzentas e ver a multiculturalidade em Austin. Bem cedo já se ouvem concertos aqui e ali, e foi assim que me deparei com Slow Magic. Não fiquei muito tempo mas colou no ouvido, eletrónica trip-hop, e mantive a minha rotina até às conferências no Austin Convention Center.

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Desde o início do festival que nunca tinha visto tanta gente na rua. Os comentários que ouvi aqui e ali eram exatamente sobre isso. Na 6th avenida era impossível andar dada a quantidade de ‘grupos’ na estrada. Parecia mesmo que estava dentro de um filme americano de gangs, sim porque pelos vistos a 6th é o lugar do ‘povo’ em Austin. Vagueei um pouco por todas as avenidas. Vi marcas a fazerem ativação junto das pessoas na rua com Hummers, distribuição gratuita de produto e uma que fiquei estupfacta, tinha um camião ‘piscina’ onde meninas em bikini entravam para nadar se alguém acertasse com uma bola no centro de um alvo. Escusado será dizer que a legião de homens era de perder de vista…

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Fui até ao edifício do iTunes festival. A fila de pessoas era imensa e só se podia entrar se tivessem bilhetes previamente sorteados. Enfim, só para alguns (estar no SXSW e pagar bilhete vale pouco nestes dias…). Pelo caminho choquei com o concerto de The Dolls – uma dj e uma vocalista/violinista – que meteram em palco a tocar com elas, um grupo de meninas a tocar vários instrumentos de sopro, incentivando a plateia a um pezinho de dança.

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Esplanadas esgotadas, música em cada esquina, risos cheios, isto é o SXSW. À noite fui até ao Empire Garage. Por lá o alinhamento contava com HAERTS, Magic Man, MØ e Miami Horror. As costas já me doíam desta vida de festival mas com este cartaz, descansar, só depois certo?!

HAERTS, banda sólida que não conhecia, remeteu-me para os 90’s no entanto os Magic Man é que ‘lançaram as canas’ em palco e suaram até à ultima gota. Música bem disposta dentro do synth-pop e a voz do vocalista era parecida à do rapaz de Fanfarlo, com toda a plateia em sintonia. Sem dúvida que os vou meter debaixo do meu radar. Como curiosidade, podem descarregar o single gratuitamente aqui.

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MØ, com uma sala cheia para a receber, cancelou o concerto e quem a substituiu foram a dupla de dj’s The Knocks e o single “Dancing with the dj” ressoou nas colunas. Miami Horror pisaram o palco com as suas roupas floridas da austrália. Super divertidos e descontraídos, começaram a tocar.

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O Josh Moriarty, vocalista e guitarrista, apresentou-se aos presentes e disse que nesse dia tinham tocado três vezes, daí que não tinha voz. Estranho ouvir os temas que adoro há tanto tempo serem cantados pelos próprios autores em autêntico desafinanso. “Holidays” agitou o público mas rapidamente a minha boca permaneceu aberta até ao fim do concerto, com as ‘palhaçadas’ que o Josh fazia em palco. Uma atrás da outra. Desde se deitar no chão, rebolar, ‘fazer’ sexo com a guitarra, simular coisas com o cabo da guitarra, lingua de fora, saltar para cima das colunas, para cima da bateria e o mais extraordinário de tudo foi agarrar-se aos tubos do teto e fazer de macaco por várias vezes durante a atuação.

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Estava fascinada porque no meio daquele circo, ele mantinha o ritmo e tocava exepcionalmente bem mas só pensava quando é que faria algo perigoso. Pegava no microfone e rolava o fio, se batesse em alguém, causava algum estrago. Cada vez que tentava cantar, via-se que se esforçava mas a voz era terrível.

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Quando se agarrou aos tubos e se meteu de cabeça para baixo, ia estragando o projetor. O show foi do mais maluco e fora do que alguma vez vi. Não queria acreditar. Mas nem por isso os elementos da banda pararam, pelo contrário, mantiveram o ritmo e deram um bom concerto. Puxaram pela plateia, meteram todos a cantar e no fim choveram aplausos. Este concerto vai ficar cravado na minha memória, sem dúvida.

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SXSW terminou, não digo em grande, mas de um modo diferente. Foram uns bons dias, boa organização e qualidade de concertos e espaços apresentados. Tanta gente e não houve filas para nada. Tudo correu muito bem no que toca ao festival em si. See you later aligator.

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