“Something Must Break” grande vencedor do 18.º Queer Lisboa
Numa edição em que se deu o foco ao cinema queer africano, houve uma seleção enorme e de franca qualidade de filmes para aproveitar. Da minha parte muito ficou por ver, mas tudo o que vi merece nota dez.
Deixo-vos com os vencedores da 18.ª edição do Festival Queer Lisboa, uma das mais prolíficas em quantidade de películas apresentadas, até à data. Na competição das longas metragens, o filme sueco “Something Must Break”, de Ester Mark Bergsmark, foi o grande vencedor (prémio no valor de mil euros), apontado pelo júri, composto por Lene Thomsen Andino, Manuel Mozos e Michael Blyth; nas suas declarações podemos ler: “…é um filme do qual quase sentimos o sabor e o cheiro…”. Foi decidido também atribuir uma Menção Honrosa a “Atlántida”, de Inés María Barrionuevo.
Nas categorias de melhor ator e de melhor atriz, o júri decidiu atribuir três prémios, quebrando as convenções e não olhando ao género – segundo as suas declarações: “Em lugar de premiar um ator e uma atriz, o júri gostaria de realçar três interpretações que sentimos habitarem plenamente as suas personagens, independentemente do género sexual.”
Os premiados nesta categoria foram Saga Becker (“Something Must Break”), Kostas Nikouli (“Xenia”) e Angelique Litzenburger (“Party Girl”).
O Prémio do Público foi para o filme “Rosie”, de Marcel Gisler, que retrata um autor gay de 40 anos a sofrer um processo de bloqueio criativo.
Na secção competitiva documentários, o prémio de Melhor Documentário foi para o filme “Julia”, de J. Jackie Baier, uma produção de origem alemã e lituana de 2013. Já a escolha do público recaiu em “São Paulo em Hi-Fi”, do realizador Lufe Steffen, uma obra que é uma viagem pelas décadas de 1960, 70 e 80 na noite gay paulista.
O prémio de Melhor Curta-Metragem foi atribuído a “Mondial 2010”, de Roy Dib. Nesta categoria destacam-se dois vencedores portugueses, com “Cigano”, de David Bonneville e “Frei Luís de Sousa”, do coletivo SillySeason.
No que diz respeito às curtas-metragens de escola, o prémio para melhor curta foi atribuído ao filme “Bonne Espérance”, de Kaspar Schiltknecht. Houve ainda lugar a uma Menção Honrosa para “Gabrielle”, de Margo Fruitier e Paul Cartron.
A destacar as comoventes histórias dos filmes de abertura e encerramento, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “Flores Raras”, de Bruno Barreto, que abrilhantaram este festival.
Assim se fecha mais uma edição do mais antigo festival de cinema de Lisboa, aguarda-se para o ano uma seleção ainda melhor e quem sabe com mais surpresas a nível nacional. Em 2015 o Queer Lisboa irá realizar-se entre 18 a 26 de setembro.
Palmarés 18.º Queer Lisboa
Competição de Longas-Metragens
Melhor Longa-Metragem
“Something Must Break” (Suécia, 2014), de Ester Martin Bergsmark
Menção Honrosa
“Atlántida” (Argentina, França, 2014), de Inés María Barrionuevo
Melhor Interpretação
Saga Becker, em “Something Must Break” (Suécia, 2014), de Ester Martin Bergmark, Kostas Nikouli, em “Xenia” (Greece, France, Belgium, 2014), de Panos H. Koutras, e Angelique Litzenburger em “Party Girl” (France, 2014,), de Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis.
Prémio do Público
“Rosie” (Alemanha, Suíça, 2013), de Marcel Gisler
Competição de Documentários
Melhor Documentário
“Julia” (Alemanha, Lituania, 2013), de J. Jackie Baier
Prémio do Público
“São Paulo em Hi-Fi” (Brasil, 2013), de Lufe Steffen
Competição de Curtas-Metragens
Melhor Curta-Metragem
“Mondial 2010” (Líbano, 2014), de Roy Dib
Prémio do Público
“Cigano” (Portugal, 2013), de David Bonneville
Competição In My Shorts
Melhor Curta-Metragem
“Bonne Espérance” (Suíça, 2013), de Kaspar Schiltknecht
Menção Honrosa
“Gabrielle” (Bélgica, 2013), realizado por Margo Fruitier e Paul Cartron



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