Golden Globes: a noite de La La Land e de surpresas em televisão
Numa red carpet em que o amarelo foi dominante, foi o dourado das estatuetas que aqueceu a noite e consagrou alguns nomes mais esperados, outros nem por isso. O melhor que se fez em cinema e televisão teve mais um serão de glamour, arrancando agora a contagem decrescente para a noite dos Oscar.
An actor’s only job is to enter the lives of people who are different from us and let you feel what that feels like
No ano em que comemora 42 anos de carreira, Meryl Streep teve mais uma merecida homenagem, recebendo o prémio Cecil B DeMille e professando um dos melhores discursos da noite, antecedido por uma Viola Davis igual a si própria. Marcadamente político, não deixou de salientar a diversidade de Hollywood e alguns dos piores momentos de Trump, ao mesmo tempo que ressalvou a importância da imprensa. Como seria de esperar, Meryl terminou o discurso com uma referência a Carrie Fisher: As my friend, the dear departed Princess Leia, said to me once, take your broken heart, make it into art. Thank you.
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Com sete prémios, La La Land arrecadou a noite, sendo o Melhor Filme (Comédia ou Musical) com distinções de Melhor Ator para Ryan Gosling (num discurso, no mínimo, emotivo) e Melhor Atriz para Emma Stone, Damien Chazelle foi o Melhor Realizador e Argumentista, tendo o filme ganho ainda Melhor Banda Sonora e Melhor Canção Original.

Em Drama, Moonlight foi o Melhor Filme, e, sem surpresas, Casey Affleck distinguiu-se como Melhor Ator pelo desempenho em Manchester by the Sea, cabendo a Isabelle Huppert a estatueta de Melhor Atriz por Elle.

No campo dos secundários (mas não menos importantes), Aaron Taylor-Johnson em Nocturnal Animals e Viola Davis em Fences foram os vencedores. Destaque também para Zootopia como Melhor Filme de Animação e Elle como Melhor Filme Estrangeiro.

No ano da realeza, Claire Foy foi distinguida pelo seu desempenho como a monarca Isabel II, conseguindo The Crown, a super produção da Netflix que custou 130 milhões de dólares, o prémio para Melhor Série, batendo os favoritos Stranger Things e Westworld.

Tendo sido a Televisão mais surpreendente que o Cinema, Billy Bob Thornton foi o Melhor Ator em Drama por Goliath, e Atlanta foi a Melhor Série em Comédia ou Musical, tendo a mesma valido a Donald Glover o reconhecimento de Melhor Ator. 44 anos depois de a mãe ter ganho um Globo, Tracy Ellis Ross juntou mais uma estatueta à coleção de família pelo seu desempenho em Black-ish.

A época festiva tem sido de ouro para Sarah Paulson, cujo brilhante desempenho em People v. O.J. Simpson: American Crime Story, que foi o Melhor Telefilme ou Minissérie, lhe valeu também a distinção de Melhor Atriz em Telefilme ou Minissérie. The Night Manager limpou também a casa, com Tom Hiddleston reconhecido como melhor Melhor Ator em Telefilme ou Minissérie, e Hugh Laurie e Olivia Colman a brilharem como secundários nesta subcategoria.

Na cerimónia, se a montagem inicial foi uma boa homenagem ao que de melhor se fez este ano, com um coro de Nicole Kidman e Amy Adams, um rap do mini elenco de Stranger Things, um ressuscitar de Kit Harington e Barb, e o aclamado bromance de Fallon e Timberlake, o mesmo não se pode dizer do monólogo inicial, que começou torto com um teleponto avariado.
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Findos os Globos, começa a contagem para os Oscar, cujos nomeados são conhecidos a 24 de janeiro e os vencedores a 26 de fevereiro.


