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Música

Published on Abril 24th, 2017 | by António José Antunes

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Reportagem | White Haus: dancemos e seremos felizes

Se a intenção é criar música de dança, então sem medos e sem receios, dance-se! Este foi o mote para o concerto dos White Haus no sábado no Salão Brazil.

A apresentar “Modern Dancing”, álbum editado no final de setembro último – e sucedendo a “White Haus – EP” (2013) e de “White Haus – Álbum” (2014) – os White Haus fizeram a sua estreia em Coimbra. Num Salão Brazil bem composto e bastante risonho, João Vieira* e a sua comitiva, apresentaram os principais temas do novo registo, salpicando aqui e ali com temas dos anteriores trabalhos.

O concerto iniciou-se ao som de “Realism”, para de uma única rajada se seguirem “This Is Heaven” e “Greatest Hits”. Com uma introdução destas, ficámos todos em sintonia, numa comunhão perfeita de sorrisos. Daí para a frente foi um permanente saltitar entre os dois trabalhos de White Haus: “Hard Times”, a brincadeira super bem-disposta de “City Girls”, “The Secret”, a brilhante “A Ghost” com a excelente voz de Graciela Coelho, a dar ao som da banda de João Vieira uma amplitude ainda maior . Até ao final foi dar ao público os temas que fizeram a carreira de White Haus até agora: “Party”, “Make No Sense”, “All I Ever Wanted” e “Far From Everything”.

Penso que a primeira intenção de “Modern Dancing” seria criar um forte disco de estúdio, ainda assim e confesso ter ficado um pouco surpreendido, o disco funciona na perfeição ao vivo. A forte presença de Vieira em palco, coadjuvado com vigorosa mestria pelo baixista André Simão, com a voz imponente Graciela Coelho e com um baterista fora de série de nome Gil Costa (nota mental seguir com atenção este “miúdo”), os White Haus fazem um quarteto de electro-dance sem qualquer estigma, cumprindo o seu dever com apuro e não deixando ninguém indiferente.

Para quem segue a já longa carreira de João Vieira (aka DJ Kitten e membro dos X-Wife) e é conhecedor do universo musical onde se move e se sente confortável, sabe que a música por si construída/produzida vai sempre nesse agradável sentido do electro-pop com uma piscadela de olhos ao funk de abanar a coxa. “Modern Dancing” é um disco facilmente dançável, onde o contexto provocado pelos vários sintetizadores é a linha mestra da sua conduta. E foi precisamente isso que sentiu no concerto do Salão Brazil.

O nosso agradecimento ao Salão Brazil.

* Texto editado às 15h35 de 25/04/2017 e corrigido para João Vieira em vez de Manuel Vieira

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