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Entrevistas

Published on Maio 25th, 2017 | by Paula Lucas

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Entrevista | “Imaginamos Paraguaii a dar a volta ao globo”

Giliano Boucinha, Igor Gonçalves e Zé Pedro Correia são da cidade berço e respondem pelo nome de Paraguaii. Em Tondela tocaram para uma sala composta a fechar o concerto de First Breath After Coma, motivando esta entrevista.

Tocaram na ACERT na segunda parte do concerto dos First Breath After Coma. Como foi estar em palco?
Gostámos muito por estar a sala cheia e pôr as pessoas dançarem as nossas músicas. Nós tentamos sempre uma aproximação com o público sendo nós próprios na atitude, nas dicas entre músicas e na nossa apresentação também.

O que tem mudado desde os tempos em que começaram com outros projetos antes dos Paraguaii?
Não há comparação possível para o sentimento que temos por Paraguaii em relação a projetos anteriores que tivemos. Temos mais experiência e estamos mais maduros. Somos todos trintões!

Qual foi a inspiração que deu origem ao vosso nome?
O nosso nome é simples de explicar: o Gil estava  a ver o Mundial de Futebol em 2014, na Dinamarca, e na altura estávamos a procura de um nome para o projeto. Viu um jogo entre o Paraguai e o Chile e achou o nome Paraguaii sorridente, feliz e colorido, com um sentimento positivo. Daí ficou. Tem dois ii para diferenciar precisamente o nome do país do nome da banda.

De facto “sorridente, feliz e colorido” são bons adjetivos para o tipo de som que apresentam. Qual ou quais as principais inspirações para a vossa sonoridade? 
A sonoridade não tem uma influência específica, até porque o que gostamos e ouvimos é vasto, é uma mistura de tudo e do momento em que pretendemos fazer discos. “Scope” [editado o ano passado] tem uma sonoridade mais rock e “Dream About The Things You Never Do” [lançado este ano com edição Sony Music e Blitz Records] é mais electrónico e dançante, também mais pop em relação ao anterior. As grandes influências são as constantes mudanças das nossas vidas, do que vemos e do que acreditamos mais. Pode ser noutros artistas e até de outras arte sem ser a música como por exemplo o cinema, a pintura ou mesmo poetas e filósofos.

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O que vos dá mais prazer: compor, gravar ou tocar ao vivo?
As três partes fazem parte de um todo a que damos muito importância, assim como a satisfação a cada momento do processo entre compor depois gravar e por fim poder expor ao vivo tudo o que estivemos a fazer.

Para onde caminham os Paraguaii?
Nós gostaríamos e estamos a trabalhar para poder atingir um mercado internacional. Portugal é o ponto de partida para esta grande aventura que são os Paraguaii, assim o entendemos. Obviamente que há muitos obstáculos a ultrapassar mas penso que lá chegaremos. Cada passo é importante e neste momento estamos focados no mercado nacional e a tentar consolidar o projecto aqui e ao mesmo tempo estamos a fazer pequenas aventuras a volta da Europa. Estamos a crescer nesse sentido.

Então o que esperam do futuro?
Imaginamos Paraguaii a dar a volta ao globo. Pode não ser neste disco mas ansiamos por isso e o nosso trabalho será feito nesse sentido, sem tirar a crueza do que somos e da originalidade que queremos ter.

Que músicas imprescindíveis têm nos vossos gadgets?
Não conseguimos mesmo definir bandas e seria ingrato porque a lista seria enorme, mas os estilos diferentes que ouvimos vão do jazz à electrónica até à contemporânea; do rock dos 70’s até à pop dos 80’s.

O disco “Dream About The Things You Never Do” está disponível para escuta nas diversas plataformas digitais.

Os nossos agradecimentos à banda e à Cadeira Amarela.

Fotografias de Mário Antunes.

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