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Cinema e TV

Published on Maio 3rd, 2017 | by festmag

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IndieLisboa destaca cinema português

O IndieLisboa – Festival de Cinema Independente arranca com “Colo”, de Teresa Villaverde, que dá o mote para uma edição com mais filmes portugueses, sem se esgotar na sala de cinema.

“Colo”, que Villaverde estreou no festival de Berlim este ano, “é o sinalizador de uma competição nacional pela primeira vez constituída por seis longas-metragens e 18 curtas-metragens, o maior contingente de sempre na competição nacional do IndieLisboa”.

No total, serão exibidos mais de 40 filmes portugueses, a maioria em estreia nacional, entre os quais “Amor, Amor”, de Jorge Cramez, “Encontro silencioso”, primeira longa-metragem de ficção de Miguel Clara Vasconcelos, com base na realidade das praxes académicas, “Luz obscura”, documentário de Susana de Sousa Dias a partir dos arquivos da PIDE, e “Dia 32”, de André Valentim Almeida.

O cinema de André Valentim Almeida prossegue o registo itinerante e íntimo do filme diário e do documentário na sua vertente mais ensaística. Depois de “From New York with Love”, exibido no IndieLisboa 2012, o realizador regressa à Competição Nacional com “Dia 32”, um road movie pessoal sobre as questões do aquecimento global e das alterações climáticas. Confrontado com a possibilidade de um fim, o realizador decide criar uma arca de imagens, dirigida a uma futura espécie inteligente que sobrevenha à nossa, e dá início a uma exploração de lugares, imagens e ideias.

Entre as curtas-metragens portuguesas contam-se, por exemplo, a animação “Circo”, de André Ruivo, o documentário “Num globo de neve”, de André Gil Mata, a ficção “Tudo o que imagino”, de Leonor Noivo, o filme experimental “Ubi Sunt”, de Salomé Lamas, e “Cidade pequena”, que valeu o Urso de Ouro em Berlim a Diogo Costa Amarante.

Destaque ainda para a exibição, fora de competição, de “Rosas de Ermera”, filme de Luís Filipe Rocha sobre a história familiar de Zeca Afonso.

No campo estrangeiro há sobretudo primeiras obras, “filmes muito fortes, muito impactantes, que trabalham em terreno narrativo, mas que estão permanentemente a desconstruir fronteiras”, segundo a direção do IndieLisboa.

Pelo festival vão passar “Boli Bana”, primeiro filme documental de Simon Gillard rodado no Burkina Faso, “Ciao Ciao”, ficção de Song Chuan, “Viejo Calavera”, estreia de Kiro Russo no documentário, sobre o trabalho nas minas na Bolívia, e “La idea de un lago”, de Milagros Mumenthaler.

A secção “Herói Independente” vai centrar-se na cinematografia do realizador norte-americano Jem Cohen e do cineasta francês Paul Vecchiali – ambos estarão este mês em Lisboa.

A maior secção do IndieLisboa é o IndieJúnior, com filmes para famílias e escolas repartidos por idades, da infância à adolescência, e este ano o “IndieMusic” terá sessões ao ar livre no terraço do Cineteatro Capitólio.

O Cinema Ideal recebe novamente a Maratona Boca do Inferno com os filmes “Le Plombier”, de Meryl Fortunat-Rossi e Xavier Seron, “The Log”, de Teemu Nikki, “Don’t Tell Mom”, de Sawako Kabuki, “The Robbery”, de Jim Cummings, “Callback”, de Carles Torras, “Amen”, de Marie-Hélène Viens e Philippe Lupien, “Steven Goes To the Park”, de Claudia Cortés Espejo, “Do No Harm”, de Roseanne Liang, “I Am Not A Serial Killer”, de Billy O’Brien, “Happy Anniversary”, de Mark Kuczewski, “Happy End”, de Jan Saska, “Showing It All”, de Lasse Persson, “Saatanan kanit”, de Teemu Niukkanen, e “Grave”, de Julia Ducournau.

Como o festival não é só cinema, estão previstos ainda concertos e debates e, apenas para profissionais, o “Lisbon Screenings”, com apresentação de alguns filmes portugueses – em diferentes fases de produção – a diretores, programadores de festivais e distribuidores internacionais.

Com quase 300 filmes programados, o IndieLisboa decorrerá na Culturgest, Cinema São Jorge, Cinema Ideal, Cinemateca Portuguesa e Capitólio, com programação paralela noutros espaços como a Casa Independente e o Musicbox.

O IndieLisboa encerrará no dia 14 com o documentário “I am not your negro”, de Raoul Peck, nomeado para os Óscares, sobre racismo e direitos civis, a partir a obra inacabada do escritor norte-americano James Baldwin, “Remember This House”.

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