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Published on Maio 5th, 2017 | by festmag

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Reportagem | José González: a meio caminho de algo

Após uma digressão mundial onde foi acompanhado por banda, José González regressou aos palcos portugueses apenas de guitarra em punho, mostrando que só também é possível. Tocou em Coimbra no dia 2 de maio.

O Convento São Francisco em Coimbra encheu e preparou-se a rigor para receber José González com imensa gente atenta e até mesmo conhecedora dos seus discos, salientando-se aqui alguma necessidade de o cantautor precisar de temas orelhudos para conseguir despertar os mais distraídos.

A verdade é que a música do sueco  é de fácil entendimento, não sendo preciso um grande esforço para a compreender; no entanto é com um pouco de dificuldade que nos consegue arrebatar de uma forma intensa. Esta constatação pessoal baseia-se numa análise geral a um público que, apesar de sempre atento, só consegue partir para o aplauso intenso quando González interpreta os seus temas mais conhecidos.

Ao longo de hora e meia, José González interpretou temas dos seus mais recentes discos “Vestiges & Claws” (2015) ou “In Our Nature” (2007). Fomos ouvindo “With The Ink Of A Ghost”, “Lovestain”, “Far Away”, sempre interpretadas com excelência e deliciosamente executadas. Mas é com entrada dos temas conhecidos que a sala se anima e aplaude mais efusivamente: “Kiling For Love”, a sempre incrível cover de The Knife “Heartbeat“ e a versão fofinha do tema magnífico “Teadrop” dos Massive Attack .

José González não é um sobredotado, mas consegue arrastar um público significativo, é cumpridor e eficaz, a sua música é bem desenhada e bem conseguida, e isso é um mérito que se lhe deve louvar.

O nosso agradecimento ao Convento de S. Francisco.

Fotografias de António José Antunes

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