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Música

Published on Junho 30th, 2017 | by festmag

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Mais 5 melhores discos de 2017 (2.º trimestre)

Como adoramos listas voltámos a olhar para as edições discográficas de 2017 e escolhemos mais estes cinco discos como os melhores entre abril e junho deste ano.

The Gift, “Altar”, La Folie (7 de abril)

«Oh Lord! Take me when I’m really ready…» é assim que começa Malifest, uma das músicas que nos faz embrenhar no nosso consciente, e que faz parte do mais recente trabalho dos The Gift: “Altar”. São os próprios que o classificam como o melhor disco que já fizeram, com uma sonoridade muito particular. Com a mão do mestre Brian Eno, a banda de Alcobaça leva-nos a uma viagem quase que espiritual em apenas dez músicas, que têm o bónus de resultar tão bem na coluna como ao vivo. CDS

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Feist, “Pleasure”, Polidor (28 abril)

Este disco é um prazer, obviamente. Sujo q.b. (quem não se lembrar de PJ Harvey a esgalhar guitarras não está bem a ver a coisa) mas também com a doçura que Leslie Feist nos habitou noutros registos. É um regresso aguardado ás edições discográficas – desde 2011 que não lançava um disco – e ao saudável desequilíbrio entre a pop fofinha e a dor mais forte. Por aqui, em repeat, “I wish I didn’t miss you” e a fabulosa“Century” com Jarvis Cocker dos Pulp. ACS

Jlin, “Black Origami”, Planet Mu (19 maio)

Não são muitos os músicos que conseguem receber num álbum o rótulo de perfeito. “Black Origami”é um constante dobrar de estratos musicais, onde a eletrónica cerebral é esmagada pela ambiência dub. Os contornos da música de Jlin são de tal maneira vincados, que não conseguimos chegar a um resultado final; aliás, a haver algum resultado, não será certamente uma soma, mas sim um produto, tal é a multiplicação e desmultiplicação da sua música. Jlin não se define num género, mas em vários, não há paredes ou limites. O que existe é sem dúvida nenhuma um origami, um Black Origami. AJA

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alt-J, “Relaxer”, Infectious (2 junho)

Ao terceiro álbum de originais a banda inglesa de indie rock alt–J semeou a discórdia junto de crítica e público. “RELAXER” (assim estilizado) corta e cola toda a música, coada pela voz de Joe Newman em oito cantigas cheias, vibrantes e, talvez, megalómanas. Orquestrações e coros esticam, sem complexos, todos os limites da estrutura clássica e pop do formato canção. Dos singles “3WW” e “In Cold Blood” à versão “House Of The Rising Sun” tudo é arrebatamento e deslumbramento. E se não sentirem o mesmo, insistam. PBA

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Radiohead, “OK Computer: OKNOTOK 1997-2017”, Parlophone Records

“OK Computer” faz 20 anos e a data serviu de (muita boa) desculpa para mais uma edição excecional da banda de Oxford. Além dos 12 temas originais remasterizados encontramos oito lados-b e ainda três canções nunca editadas e que mereciam ver a luz do dia. “I Promise” é um regresso fabuloso aos anos 90, “Man of War” dilacera, “Lift” é absolutamente catártica. They did it again.

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