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Cinema e TV

Published on Setembro 19th, 2017 | by Filipe Pedro

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Grace Jones, Marianne Faithfull e Whitney Houston na secção Heart Beat

O Doclisboa realiza-se de 19 a 29 de outubro e a secção Heart Beat apresenta nomes maiores da música e da cultura pop.

A secção abre com o filme “Grace Jones – Bloodlight and Bami”, de Sophie Fiennes. É a estreia em Portugal do mais recente trabalho da realizadora, que já marcou presença no Doclisboa em 2014 com “The Pervert’s Guide to Ideology”. Pela mão da atriz e realizadora Sandrine Bonnaire chega “Faithfull”, sobre a cantora Marianne Faithfull, ícone da Swinging London cuja carreira estará para sempre ligada aos Rolling Stones. A vida de Whitney Houston, considerada uma das maiores cantoras de todos os tempos, é relembrada em “Whitney: Can I Be Me”, de Nick Broomfield.

Em “Alive in France”, Abel Ferrara mostra uma outra faceta e reúne uma banda para tocar ao vivo as bandas sonoras dos seus filmes. Johanna Saint Michaels leva ao Doc “Matt Johnson em The Inertia Variations”: o líder dos britânicos The The em conflito criativo cria a sua própria emissão radiofónica. No universo da eletrónica será apresentado “If I think of Germany at Night”, de Romuald Karmakar. Entre outros, o filme conta com Ricardo Villalobos e Roman Flugel, numa reflexão sobre a cena eletrónica alemã. Os Major Lazer chegam ao Doc com “Give me Future”, de Austin Peters. Em “Never Stop – A Music that Resists”, Jacquelines Caux propõe um olhar sobre Juan Atkins, Derrick May, Carl Craig e Jeff Mills, pioneiros do techno de Detroit.

O jazz também não fica de fora nesta edição do Heart Beat: “Bill Frisell, a Portrait”, de Emma Franz, é um retrato do renomado guitarrista Bill Frisell, nome maior do jazz contemporâneo, com mais de 30 álbuns editados. “Colette Magny’s Political Song” traz-nos a canção interventiva de Colette Magny, pela mão da realizadora Yves Marie-Mahé. Colette Magny ganhou notoriedade nos anos 60 com o seu repertório inspirado nos blues e pela abordagem aos problemas do mundo de então. Noutro registo contestatário radicalmente diferente, “Bamseom Pirates Seoul Inferno”, de Jung Yoonsuk, a banda punk-metal coreana Banseom Piratas desafia as autoridades com a sua paixão inabalável pela música.

Para terminar, “Os Cantadores de Paris”, de Tiago Pereira. Um improvável grupo de cante alentejano formado por três portugueses, uma italiana, uma alemã e seis franceses, que vem a Serpa para cruzar com os grupos locais. Um retrato da portugalidade e da sua influência além fronteiras.

“Grace Jones – Bloodlight and Bami”, de Sophie Fiennes
Cinema São Jorge, sala Manoel de Oliveira
20 de outubro, às 21:30

Filmado ao longo de uma década, é um retrato da modelo, atriz e cantora Grace Jones. O filme é uma viagem eletrificante que nos mostra o seu fascinante mundo não apenas como artista, mas também como filha, mãe e avó. Entre sequências musicais de tirar o fôlego e imagens pessoais íntimas, Sophie Fiennes mostra-nos a enorme Grace Jones, derradeiro ícon da cultura pop.
Sophie Fiennes marcou presença no Doclisboa’14 com o filme “The Pervert’s Guide to Ideology”.

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“Faithfull”, de Sandrine Bonnaire
O segundo documentário da atriz e realizadora Sandrine Bonnaire, que nos conta a incrível história de Marianne Faithfull: o sucesso e fama com 17 anos em Londres, a vida com Mick Jagger nos tempos conturbados dos Rolling Stones, escândalo, drogas, toxicodependência e declínio, a vida na rua e o renascimento, prémios e reconhecimento artístico. Desenvolvido em estreita colaboração com Marianne Faithfull, conta com entrevistas a Mick Jagger, Damon Albarn, entre outros.

“Whitney: Can I Be Me”, de Nick Broomfield
Whitney Houston foi o exemplo de uma super-estrela, uma “princesa americana”, a artista mais galardoada de sempre. Teve mais números um consecutivos do que os Beatles e ficou conhecida como uma das maiores vozes de todos os tempos. Nick Broomfield conta a história da extraordinária vida e da trágica morte de Whitney Houston.

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“Alive in France”, de Abel Ferrara
Abel Ferrara, o realizador de culto novo-iorquino, é a manchete de um conjunto de concertos e de uma retrospetiva em França dedicada a canções e música dos seus filmes. Os preparativos com a família e os amigos mostram outra faceta do realizador.

“Bamseom Pirates Seoul Inferno”, de Jung Yoonsuk
“Salve Kim Jong-il!”, berra uma banda de punk-metal sul-coreana, os Bamseom Pirates, sem a mínima hesitação. O filme é sobre dois jovens músicos coreanos que lançam um desafio ao sistema e às autoridades e a sua paixão inabalável por música.

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“Give Me Future”, de Austin Peters
Em março de 2016, na sequência do reatar de relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos, o trio de música eletrónica Major Lazer fez história, tornando-se num dos primeiros grupos importantes dos EUA a atuar no estado comunista.

“If I think of Germany at Night”, de Romuald Karmakar
Cinco DJ/músicos a trabalhar – no estúdio, no clube, em palco – e reflexões pessoais sobre as suas carreiras e o mundo mais vasto da música eletrónica alemã. De permeio: clubes vazios de dia, pistas de dança abarrotadas à noite, vislumbres do ambiente de estúdio.

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“The Inertia Variations”, de Johanna Saint Michaels
Matt Johnson, da banda inglesa The The, decide desafiar o consenso tacanho dos meios de comunicação com a sua própria emissão de rádio, que inclui música ao vivo, poesia, entrevistas e discussões sobre o estado da democracia no século XXI.

“Never stop – A Music that resists”, de Jacqueline Caux
O filme mostra-nos uma história paradoxal: como a força de exorcismo deste movimento criativo da música techno em Detroit e a criação por cada um dos pioneiros da sua editora independente permitiram a uma contracultura fazer-se ouvir em todo o mundo.

“Bill Frisell, A Portrait”, de Emma Franz
Retrato de Bill Frisell, músico dos músicos e o contrário do arquétipo do herói guitarrista. O filme delineia o desenvolvimento da sua música e proporciona uma visão rara da formação de um dos músicos mais relevantes das últimas décadas.

“Os Cantadores de Paris”, de Tiago Pereira
“Como é cantar uma cultura que não se conhece? Três portugueses, uma italiana, uma alemã e seis franceses formam o grupo Cantadores de Paris, dedicado ao cante alentejano. Trazemos elementos do grupo a Serpa para os cruzar com os grupos locais.”

“Colette Magny’s Political Song”, de Yves Marie-Mahé
Colette Magny recusou muito cedo a carreira no mundo do espectáculo que a sua voz lhe possibilitava. Optou pelo compromisso político e pela investigação musical – blues, free jazz, colagem, anti-poesia, spoken voice, canção-questionário, música contemporânea…

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