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Música

Published on Setembro 18th, 2017 | by António José Antunes

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Reportagem | Luís Severo severamente maduro

Com o Salão Brazil praticamente cheio demos início à nova época de concertos. O cicerone de serviço foi bem escolhido e num concerto intimista Luís Severo serviu-nos em bandeja de prata e sentado a um belíssimo piano de cauda, os temas mais belos da sua ainda curta mas promissora carreira.

Severo é um daqueles músicos que admiro, gosto de reparar naquela latente bipolaridade entre o artista eficaz e completamente seguro e o rapaz meio frágil que mal acaba o concerto fica no canto a viver um momento atroz de vulnerabilidade. Com as suas canções Luís Severo quebra o gelo e constrói um caminho, dá-nos a mãos e leva-nos estrada fora e isso acalenta-nos a alma e embala-nos o espírito.

Com uma curta intro ao piano, Severo lança-se logo a um das mais conhecidas conhecidas canções que compôs: “Canto Diferente” do primeiro disco de originais, “Cara d’Anjo” (2015). A partir daí, e quase sem interrupção, os temas escorregam uns atrás dos outros: “Planície (Tudo Igual)”, “Cabanas do Bonfim” tema dos Flamingos do projeto que tem com João Sernadas,“Cabeça de Vento”, “Vida de Escorpião”, “Escola”, o belíssimo “Olho de Lince” do álbum deste ano “Luís Severo” (2017). Tudo culminou em “Cara d’ Anjo” e daí para a frente Severo abandonou o piano e agarrou na guitarra, para interpretar “Boa Companhia” e acabar com “Lições de Café”, outro tema dos Flamingos.

Luís Severo já passou a fase em que era “mais um”; começou lentamente a marcar o seu território e conseguiu por mérito próprio ser um dos que faz a diferença ou seja, o Severo ficou maduro e não o ficou por ter muitos discos ou por ter já muitos anos de estrada (até porque nada disso é verdadeiro), ficou maduro pela experiência, amadureceu pela qualidade. Agora aguarda-se pacientemente o concerto em formato banda.

Os nossos agradecimentos ao Salão Brazil.

Fotos de António José Antunes

 

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