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Música

Published on Outubro 10th, 2017 | by Daniela Azevedo

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Time for T: A vez do Tiago chegou

Depois de uma breve digressão pela Europa, onde apresentaram o longa “Hoping Something Anything”, os Time for T passaram neste sábado, dia 7 de outubro, pelo Musicbox, em Lisboa. O novo trabalho é todo um novo desafio musical a descobrir.

“Hoping Something Anything” foi gravado no ano passado nos londrino Spitfire Audio Studios e produzido pela própria banda. Da ‘world music’ com que a banda se nos apresentou, a musicalidade parece ter evoluído agora para uma ‘americana folk’, com alguns apontamentos psicadélicos e tropicais, como, de certa forma, as projeções que acompanharam a atuação de sábado sugeriram.

Completamente despretensiosos e sem esconderem que estavam a tocar para amigos, os acompanhantes de palco de Tiago Saga conseguiram explorar toda a diversidade sonora que o trabalho novo oferece. “Back to School” e “Tom Tom” foram das primeiras, ainda com a noite do Musicbox a meio gás.
O grupo luso-britânico conta já com três EPs, concertos desde Los Angeles a Paris e de Nova Iorque a Beirute e passagens pelos maiores festivais nacionais.

Metade das novas canções foram compostas ao longo de alguns anos desde o anterior lançamento da banda, homónimo, e a outra metade foi inspirada pela viagem de Tiago Saga à India no início de 2016. Claro que tivemos direito a um tema chamado “India”. Outro exemplo de inspiração vinda de novas paragens é “Ronda”, esta na vizinha Espanha.

De murmúrios a gritos mais rockeiros, os Time for T conseguiram muitos aplausos mesmo às músicas mais recentes, à medida que o Musicbox enchia. Os momentos divertidos acontecem com o apelo ao lado mais pessoal com canções intituladas “Maria” e “Johnny”, por exemplo. Muito do que tocam convida a dançar.

O concerto durou mais de hora e meia, o que mostra bem a mestria e energia dos Time for T. Não precisam de muito para fazer a festa mas se, no final, há quem já pergunte pelo próximo concerto, porque não considerá-los mais do que uma banda emergente? Porque não tocar uma porção do espetáculo só com instrumentos enquanto o vocalista e guitarrista substitui uma corda partida? Porque não dar espaço à amiga Margarida Falcão na divertida “Phone Sex”? Porque não chamar ao palco “Filipão” Bastos para criar arranjos exóticos dentro das canções que integraram a reta final da atuação? No fim, todos lá para a frente para dançar com eles e brindar às coisas boas e simples da vida: uma noite de sábado de verão em outubro com abraços bons no coração da noite alfacinha.

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