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Cinema e TV

Published on Dezembro 29th, 2017 | by Cátia Duarte Silva

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Balanços 2017: o melhor que a caixinha mágica nos deu

2017 foi um ano incrivelmente agridoce para a televisão. Se em Portugal se fez história com a vitória na Eurovisão, num momento difundido em direto por 42 países, nem todos europeus, “lá fora” escândalos sexuais abalaram a indústria cinematográfica e televisiva, sendo certo que a personagem de Frank Underwood não regressará ao nosso ecrã. Em 2018 não teremos Game of Thrones, Peaky Blinders, e possivelmente Stranger Things e Veep. E diremos um adeus definitivo a Scandal e The Middle.

2017 foi o ano em que tivemos o regresso de Prison Break, e em que a lavagem de dinheiro se tornou num tema altamente apelativo com Ozarks. Em que Stranger Things e The Crown superaram a sua primeira temporada, fazendo-nos perder jantaradas com amigos para ficarmos em casa a vegetar com maratonas. Em que, no entretenimento, vimos um novo lado de Jimmy Kimmel e Jimmy Fallon. Em que o Carpool Karaoke de James Corden ganhou um spin-off na Apple, e em que Ellen Degeneres se lançou numa aposta que nos parece de futuro ao fazer conteúdos exclusivos para o Youtube. Em que a Arya e a Sansa finalmente se reencontraram, e em que o incesto nem pareceu tão mau quanto isso, mas não temos tempo agora de dar 13 Razões para verem a série. Em que Twin Peaks regressou, e The Mindy Project nos deixou. Mas 2017 trouxe-nos muita coisa nova. E que bom que foi. 

Dark, Netflix

No ano em que o streaming ganhou claramente aos canais de televisão, a primeira série em alemão da Netflix ocupa lugares de honra nos melhores de 2017. Estamos em junho de 2019, em Winden, uma pequena cidade alemã alimentada por energia nuclear. A premissa da série começa com o desaparecimento de duas crianças, estando dado o mote para uma série de destinos cruzados pelo tempo e espaço. Tudo isto com uma fotografia e banda sonora dignas de registo. Muito comparado com Stranger Things, na verdade pouco tem a ver. Sabemos bem que a jornada de Eleven e os amigos são pouco mais do que fruto do imaginário de dois geeks numa cave. Mas em Dark, permanece um dos maiores desafios que a humanidade não consegue fintar. Ainda.

Handmaid’s Tale, Hulu

O que esperar de uma série que nos apresenta uma distopia e cujos produtores, nos primórdios do trabalho, estavam convictos de que Trump seria o derrotado das eleições norte-americanas? Handmaid’s Tale chegou de mansinho, pelas mãos da Hulu, arqui-inimiga da Netflix, e entrou pelos nossos ecrãs com os olhos azuis e penetrantes da incomparável Elisabeth Moss, suportada por um elenco tão luxuoso quanto a opulência que não existe na sociedade estratificada em que convivem as Handmaids, de vermelho, as Marthas, de beje, as Aunts, de castanho, as Wives, de azul, e os Commanders com uniforme. Inspirada no romance de Margaret Atwood, a série ganhou uma segunda temporada que vai além da realidade do livro, contando no entanto com o olhar atento da autora.

Big Little Lies, HBO

Já padecemos deste “mal” no cinema e agora também na televisão. Big Little Lies, outra das grandes séries do ano, é também inspirada no livro de Liane Moriarty, mas não por isso menos espetacular. Nicole Kidman e Reese Witherspoon juntaram-se a Laura Dern, Shailene Woodley e Zoe Kravitz, trazendo-nos uma história que nos deixa presos ao ecrã desde o primeiro episódio, com temas como violência doméstica, bullying, violação e adultério. Um dos ingredientes de sucesso de Little Lies é a forma como cada personagem é cativante por si só, funcionando num conjunto em que não há espaço para principais e secundários. Pouco se sabe do que esperar da segunda temporada, mas a pergunta impõe-se: apesar de fascinante, a série precisava mesmo de continuar?

Young Sheldon, CBS

Há 15 mil milhões a expansão começou, a terra começou a arrefecer, e deu-se o Big Bang. Há 10, começámos a seguir o dia-a-dia de um grupo de geeks (que apesar de terem todos capacidades intelectuais fora de série vivem há uma década num prédio com um elevador por arranjar). E em setembro deste ano, ficámos rendidos a Young Sheldon, dando ao pequeno prodígio Iain Armitage honras de estar duas vezes no nosso pódio. A série foi, aliás, uma aposta tão segura da CBS, que o segundo episódio apenas foi para o ar um mês e uma semana depois. Tal como o nome nos remete, Young Sheldon conta-nos a história de Sheldon Cooper ainda na infância, ajudando-nos a perceber e a simpatizar ainda mais (se é que é possível) com a personagem em adulto. É Jim Parsons quem narra a série, tendo por isso o sarcasmo (ou inocência?) a que já nos habituou em A Teoria do Big Bang.

Will and Grace, NBC

Em maio de 2006 dissemos adeus a Will and Grace, com um final que vai diretamente para o top dos piores fins de série de sempre. Felizmente, parece não ter passado de um pesadelo, e foi disso mesmo que acordámos em setembro deste ano. Onze anos depois, Will and Grace continuam a provar que estão como sempre, e que ainda há comédias com aquele toque dos anos 90 que ainda deixam saudades. Debra Messing e Eric McCormack continuam os melhores amigos, que apenas são ofuscados quando entram em cena a Karen de Megan Mullally e o Jack de Sean Hayes. Algumas personagens com participações especiais continuam a aparecer na série, mas o grande destaque deste regresso é o episódio seis, que nos fez rir e chorar em menos de três minutos.

 

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