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Artes

Published on Dezembro 15th, 2017 | by Paula Lucas

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Citemor 2017: variadas linguagens e formatos

No 39.º ano do CITEMOR a Festmag também quis marcar presença para registar alguns momentos deste evento que evidencia sempre uma considerável variedade de linguagens e formatos e que este ano, pela primeira vez, se realizou entre 17 de novembro e 9 de dezembro em terras de Montemor-o-Velho, Coimbra e Figueira da Foz.

Lavoisier @ Teatro Esther de Carvalho

Com Lavoisier, a marcar a abertura deste festival, nada se perdeu e tudo se transformou. A voz de Patrícia Relvas e a guitarra de Roberto Afonso é música cantada popular. Eles readaptam temas e transformam-nos. São uma ilusão em Berlim, com um eco em Trás-os-Montes.

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“Apagão” de David Marques e Tiago Cadete

Um Teatro Esther de Carvalho nas trevas: sem luz em palco ou em plateia. O desaparecimento dos dois corpos que começam por comer um frango assado e acabam a “degustar-se” um ao outro com notas de humor e aromas de limão. A peça neste formato aguçou outros sentidos: o olfato e a audição. O poder da falta imagem o mistério da escuridão e a perceção que cada um de nós tem sobre os mesmos, deu largas à imaginação. Em suma: eles fizeram o que quiseram e nós também, porque ninguém viu nada!

Apagão

Apagão

“Romance” de Lígia Soares

Nós e ela somos o espectáculo. Habitamos todos o cenário de uma curta-metragem tão fresca. Parlatório  tímido, fluído e um tanto ou quanto surreal, cheio de pequenas surpresas e momentos de humor com a singularidade de cada um de nós. «Diz: Tu!? Tu, que fizeste do teu cérebro Cerelac para não teres que lidar com a fome e com a desordem; -Diz: Não há fome nem desordem na tua vida;-Repete: pois não…». Já fora do teatro, todos conversavam sobre a peça e sobre as suas prestações.

“Assembleia” de Rui Catalão

Fomos todos convocados pelo Senhor Presidente – de fato e pantufas – para a assembleia realizada no Teatro da Cerca de S. Bernardo, em Coimbra, onde todos os “deputados” contaram as histórias a partir de vários temas propostos (felicidade, medo, orgulho, amor, ajuda…). Dispostos num frente a frente, com um corredor a separar as duas plateias ficámos todos cativos do olhar do “nosso parceiro” e somos convidados a viajar no tempo em  que só os mais arrojados quiseram partilhar. O gato fez companhia a todos deambulando pelo espaço.

First Breath After Coma @ Garagem Auto Peninsular

Terminou em pleno o Citemor de 2017 com uns First Breath After Coma tecnicamente melhores e a confirmarem que são uma das melhores bandas portuguesas do momento e a justificarem plenamente a internacionalização que estão a viver. Decididamente, temas como “Tierra Del Fuego: Nissihn Maru”  e “Umbrae”, ainda continuam a causar dependência.

Fotografias de Mário Antunes e Paula Lucas

Os nossos agradecimentos a todos os organizadores da Citemor 

 

 

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