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Música

Published on Maio 13th, 2018 | by festmag

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2 + 2 = 5 concertos a não perder | Primavera Sound 2018

Vai iniciar-se a nova época de festivais e com ela regressa o “2+2=5” e o guia de concertos a não perder na edição de 2018 do NOS Primavera Sound.

O arranque festivaleiro de 2018 acontece no Parque da Cidade no Porto com o NOS Primavera Sound, entre 7 e 9 de junho. Por aqui achamos que são estes os concertos a não perder:

Quinta, 7 de junho

Tyler, The Creator

Habitualmente o cancelamento duma atuação torna-se menos dolorosa quando o concerto eventualmente acontece. Tyler, The Creator esteve confirmado para o Super Bock Super Rock do ano passado mas a coisa não aconteceu. Agora o festival é outro, a cidade é outra mas muitos dos fãs serão os mesmos. Conclusão, a oportunidade de ver um dos mais singulares rappers do momento – cofundador dos Odd Future –  é única.

Lorde

A neozelandesa já por cá atuou – “naquela” edição do Rock In Rio –, regressando agora a Portugal, com “Melodrama” com tema de fundo. Mas esta Lorde não é a mesma. Cresceu, amadureceu e continua a trilhar um caminho muito singular, no meio de outras tantas estrelas que tanto compõem uma música, como recebem outras quantas já prontas a meter no forno, assinando pelo meio lucrativos contratos de marketing. Neste caso a pop recomenda-se, embora possa ser descartável – qual é o mal? –, com temas muito diversificados entre si mas todos com o toque pessoal de Ella Maria Lani Yelich-O’Connor de seu nome. O Parque da Cidade do Porto vai presenciar uma Lorde que parece estar no ponto. Cuidado com ela.  

[youtube]https://youtu.be/UvgigkaSCZA[/youtube]

Jamie XX

James Thomas Smith é um dos homens do momento. Seja por detrás dos muito acarinhados The XX ou sozinho em palco como Jamie XX. O seu primeiro álbum a solo “In Colour” foi lançado em 2015 e desde então é presença habitual nos principais palcos e festivais. A sua electrónica com incursões pelo garage, o trance e o pop têm conquistado o respeito e apreço também por cá. E a festa está garantida ao som de êxitos como “Gosh” ou “Lound Places”.

Rhye

Rhye, projeto liderado pelo canadiano Mike Milosh, regressa aos nossos palcos para a apresentação do recente segundo álbum, “Blood”. Cinco anos depois de “Woman” (2013) e depois da saída de Robin Hannibal do projeto, mantém um registo envolvente mas mais dinâmico, com mais luz e cor. Este promete ser um dos momentos de sedução e misticismo da edição deste ano.

 

Sexta, 8 de junho

Amen Dunes

Fica desde já o pedido: nem os deuses programem chuva nem os organizadores coloquem este concerto muito tarde. As condições climatéricas e a hora para se desfrutar do concerto de Amen Dunes é com um sol porreiro e ao final da tarde. Aí, meus amigos, vai ser absolutamente delicioso ouvir os temas quentes e aconchegantes de “Freedom”, o disco deste ano de Damon McMahon, belos pedaços de pop, tingidos dum ocasional psicadelismo de fino recorte.

[youtube]https://youtu.be/RONXqXaF8oI[/youtube]

Grizzly Bear

Uma das bandas com um dos melhores nomes de sempre regressa aonde já foi feliz. Corria a edição de 2013 quando a banda originária de Brooklyn atuou no Primavera Sound. Desta feita vem apresentar o recente “Painted Ruins” que poderás ser considerado como um passo em frente em relação a “Shields” de 2012. Um disco mais upbeat que os anteriores, com mais sintetizadores mas não o suficiente para que a identidade se pudesse perder. Promete ser um dos melhores concertos do segundo dia do festival.

Fever Ray 

Um dos nomes mais aguardados, Karin Elisabeth Dreijer traz na manga “Plunge”, segundo álbum lançado a solo, no final do ano passado. Oito anos após a estreia com “Fever Ray” (2013) e depois do fim do duo The Knife, a sueca regressa com uma mensagem de inquietação e perturbação. Carismática e dissonante, Karin ocupa um incontornável lugar na cena electrónica, que se espera que reivindique bem alto no Parque da Cidade do Porto.

[youtube]https://youtu.be/NEFOpIpnFOo[/youtube]

Thundercat

Thundercat é o baixista prodígio Stephen Lee Bruner, produtor de nomes como Flying Loutus ou Suicidal Tendencies. Em 2015, colaborou com Kenrick Lamar no muito aclamado “To Pimp a Butterfly”, que lhe valeu um Grammy com a música “These Walls”. A solo lançou três álbuns, mas apenas com este último, “Drunk” (2017), atingiu a atenção maior. A amálgama de sons e estilos em beats melódicos em doses de bom gosto vai soar incrível no Porto.

 

Sábado, 9 de junho

Nils Frahm

A bucólica paisagem proporcionada pelo bonito Parque da Cidade vai ser o palco perfeito para escutar as delicadas peças musicais que Nils Frahm concebe. Em disco tudo é pensado ao ínfimo pormenor, como que uma realidade onde nenhum instrumento tem as suas possibilidades limitadas por constrangimentos físicos. Em “All Melody” há um órgão a soar como um baixo, há a estreia de vocalizações nas composições de Frahm e há melodia. Muita. Incrivelmente cativante, sonhadora, viciante e serpenteante. É assim tão simples: o concerto de Nils Frahm vai conter alguns dos momentos mais bonitos, sinceros e irrepetíveis desta edição do Nos Primavera Sound.

[youtube]https://youtu.be/NW87dBPjHuU[/youtube]

Wolf Parade

Oriundos dum país que já nos trouxe os Arcade Fire e os Death From Above (não vamos mencionar outros ainda mais estabelecidos), os Wolf Parade não eram para estar ali, afinal de contas há uns anos anunciaram o fim da banda. Arrependeram-se, editaram “Cry Cry Cry” no ano passado e vêm agora a Portugal apresentá-lo. Pode-se esperar uma espécie de receita de post-punk desenhado para as pistas de dança, vulgo, uma festa do caraças.

The War on Drugs

A banda de Filadélfia conta já com quatro álbuns na sua discografia, este último “Deeper Understanding” (2017) continua a linhagem de um universo criado por Bruce Springsteen. Há sempre uma busca contemplativa e nostálgica na música do grupo de Adam Granduciel. Mas também sempre confortável e acolhedora. Ao som de “Holding On”, “Strangest Thing” ou “ Up All Night” fica prometido um estado nirvana.

[youtube]https://youtu.be/6-oHBkikDBg[/youtube]

Public Service Broadcasting

O grupo eletrónico inglês regressa aos palcos portugueses com “Every Valley”, editado no ano passado. Sucedâneo de “Inform-Educate-Entretain” (2013) e “The Race of Space” (2015) também numa mensagem social e política forte, pretende contar a história do declínio industrial. Inspirados na electrónica alemã dos Kraftwerk, a banda liderado por J. Willgoose promete a loucura na pista de dança.

Os passes para o NOS Primavera Sound encontram-se esgotados. Os bilhetes diários custam 60 euros.

Escolhas de Pedro Beja Alves e Pedro Guimarães

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