Foi-se o tempo em que claraboia era apenas a abertura no alto das edificações para permitir a entrada de luz ou melhorar a ventilação. Agora, a associação é rápida: trata-se do “novo” livro de José Saramago, Nobel de Literatura em 1998.
Na semana em que a recém formada Academia Portuguesa de Cinema se reúne para aprovar o regulamento dos futuros galardões, que inclusive já foram nomeados de Sophia, a FEST MAGAZINE dedica-se a investigar a fundo algumas diretrizes do cinema português e os seus atuais protagonistas e coadjuvantes.
“Sophia”: eis o nome dos galardões que a recém formada Academia Portuguesa de Cinema (APC) irá oferecer em noite de gala a ter início no próximo ano. O nome, que ultrapassou “Dom” e “Lacre” na votação ocorrida ontem, em Lisboa, é uma homenagem à escritora Sophia de Mello Brayner e às mulheres, «por haver poucos prémios de cinema com um nome feminino e vivermos numa sociedade ainda muito controlada pelos homens, além de significar, em grego, ‘sabedoria’», explica um dos membros da direção.
Uma peça dentro da peça. É assim que “A Gaivota”, encenada no Teatro Nacional São João no mês de Outubro, traz aos palcos uma das mais importantes obras do escritor russo Anton Tchékhov.
A encenação de Nuno Cardoso apreendeu com tamanha acuidade essa alma metalinguística que a peça encerra-se com a suspensão da grande tela ao fundo do cenário a expor os elementos cenográficos que são próprios da estrutura de palco. Esta é a expressão cénica encontrada para a metalinguagem de um enredo que aborda a relação do artista consigo e a observação de si no processo de alteridade. “Estou sempre insatisfeito comigo mesmo”, dizia o personagem que representava o escritor da trama, Medvedenko (João Castro).