A sala é imponente. A sala é histórica. Josh T. Pearson é imponente desde que se mostra do lado esquerdo da ‘mezzanine’ que rodeia o principal espaço da Sociedade de Geografia de Lisboa. Josh T. Pearson fez história no primeiro concerto em Portugal: aprendeu a dizer “merda” em português, contou piadas sobre sexo oral e cantou. E tocou. E cantou…
Com bouquets de flores pendurados nos microfones, os Girls mostraram em Lisboa que os tempos de garagem vão longe quando sobem a palco, mas as influências melódicas ficaram.
Se o hábito faz o monge, não é só a voz que faz os vocalistas das bandas. Dean Wareham é nome que fez os Galaxie 500 como ficou provado no encerramento da edição de Novembro do Clubbing. A baixista Britta ‘fez’ de Naomi Yang nas músicas em que o feminino era o tom a dar como em “Listen, The Snow Is Falling” de uma outra mulher: Yoko Ono.
«Por favor não deixem intervalos entre as cadeiras porque a sala está completamente esgotada», foi o aviso lançado a quem encheu a sala principal do Teatro Maria Matos para ouvir e ver Bonnie ‘Prince’ Billy e companhia. Mais de duas horas de revisitações da música country norte-americana mais ou menos evidentes não desiludiram os espetadores que viram o agora ‘Prince’ a ser rei entre uma ‘corte’ que ora o acompanhava, ora lhe fazia ‘sombra’.