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	<title>Fest Magazine &#187; Cinema</title>
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	<description>Magazine de cinema, música e artes performativas</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 11:56:09 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Óscares 2012: A &#8220;invenção&#8221; da Academia</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 05:50:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>festmag</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>
		<category><![CDATA[Óscares]]></category>

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		<description><![CDATA[<strong>"A Invenção de Hugo", filme juvenil realizado por Martin Scorsese, lidera a corrida aos Óscares com 11 nomeações - em ano de assumida luta contra os downloads ilegais - premiando a aposta no 3D e apontando para o alvo "crianças". Mesmo que "Hugo" não ganhe nenhuma estatueta (o que não seria inédito), será um vencedor óbvio nas bilheteiras. Entre os restantes nomeados de peso contam-se os independentes "A Árvore da Vida" e "O Artista", e os mais previsíveis "Moneyball - Jogada de Risco", "Meia-noite em Paris", "As Serviçais" e "Os Descendentes", bem como a surpresa iraniana "Uma Separação", com uma dupla nomeação - melhor filme estrangeiro e melhor argumento original.</strong>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><strong>&#8220;A Invenção de Hugo&#8221;, filme juvenil realizado por Martin Scorsese, lidera a corrida aos Óscares com 11 nomeações &#8211; em ano de assumida luta contra os downloads ilegais &#8211; premiando a aposta no 3D e apontando para o alvo &#8220;crianças&#8221;. Mesmo que &#8220;Hugo&#8221; não ganhe nenhuma estatueta (o que não seria inédito), será um vencedor óbvio nas bilheteiras. Entre os restantes nomeados de peso contam-se os independentes &#8220;A Árvore da Vida&#8221; e &#8220;O Artista&#8221;, e os mais previsíveis &#8220;Moneyball &#8211; Jogada de Risco&#8221;, &#8220;Meia-noite em Paris&#8221;, &#8220;As Serviçais&#8221; e &#8220;Os Descendentes&#8221;, bem como a surpresa iraniana &#8220;Uma Separação&#8221;, com uma dupla nomeação &#8211; melhor filme estrangeiro e melhor argumento original.</strong></p>
<p>A cerimónia da 84ª. edição dos Óscares da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos decorrerá a 26 de fevereiro, na madrugada de domingo para segunda-feira, como é habitual, no Teatro Kodak, em Los Angeles, Califórnia. A FEST MAGAZINE deixa as suas apostas. Façam também as vossas.</p>
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<p><strong>Melhor filme</strong><br />
- <strong><em>O Artista</em></strong><br />
- War Horse<br />
- Moneyball &#8211; Jogada de Risco<br />
- Os Descendentes<br />
- A Árvore da Vida<br />
- Meia-noite em Paris<br />
- As Serviçais<br />
- A Invenção de Hugo<br />
- Extremamente Alto, Incrivelmente Perto</p>
<p><strong>Melhor realização</strong><br />
- <strong><em>Michel Hazanavicius &#8211; &#8220;O Artista&#8221;</em></strong><br />
- Alexander Payne &#8211; &#8220;Os Descendentes&#8221;<br />
- Martin Scorsese &#8211; &#8220;A Invenção de Hugo&#8221;<br />
- Woody Allen &#8211; &#8220;Meia-noite em Paris&#8221;<br />
- Terrence Malick &#8211; &#8220;A Árvore da Vida&#8221;</p>
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<p><strong>Melhor ator</strong><br />
- <strong><em>George Clooney &#8211; &#8220;Os Descendentes&#8221;</em></strong><br />
- Jean Dujardin &#8211; &#8220;O Artista&#8221;<br />
- Gary Oldman &#8211; &#8220;A Toupeira&#8221;<br />
- Brad Pitt &#8211; &#8220;Moneyball &#8211; Jogada de Risco&#8221;<br />
- Demián Bichir &#8211; &#8220;A Better Life&#8221;</p>
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<p><strong>Melhor ator secundário</strong><br />
- <strong><em>Christopher Plummer &#8211; &#8220;Assim é o Amor&#8221;</em></strong><br />
- Kenneth Branagh &#8211; &#8220;A Minha Semana com Marilyn&#8221;<br />
- Jonah Hill &#8211; &#8220;Moneyball &#8211; Jogada de Risco&#8221;<br />
- Nick Nolte &#8211; &#8220;Warrior &#8211; Combate entre Irmãos&#8221;<br />
- Max von Sydow &#8211; &#8220;Extremamente Alto, Incrivelmente Perto&#8221;</p>
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<p><strong>Melhor atriz</strong><br />
- <strong><em>Meryl Streep &#8211; &#8220;A Dama de Ferro&#8221;</em></strong><br />
- Viola Davis &#8211; &#8220;As Serviçais&#8221;<br />
- Glenn Close &#8211; &#8220;Albert Nobbs&#8221;<br />
- Rooney Mara &#8211; &#8220;Millennium I &#8211; Os Homens que Odeiam as Mulheres&#8221;<br />
- Michelle Williams &#8211; &#8220;A Minha Semana com Marilyn&#8221;</p>
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<p><strong>Melhor atriz secundária</strong><br />
- <strong><em>Octavia Spencer &#8211; &#8221; As Serviçais&#8221;</em></strong><br />
- Bérénice Bejo &#8211; &#8220;O Artista&#8221;<br />
- Jessica Chastain &#8211; &#8220;As Serviçais&#8221;<br />
- Messia McCarthy &#8211; &#8220;A Melhor Despedida de Solteira&#8221;<br />
- Janet McTeer &#8211; &#8220;Albert Nobbs&#8221;</p>
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<p><strong>Melhor argumento adaptado</strong><br />
- <strong><em>Nos Idos de Março</em></strong><br />
- Os Descendentes<br />
- A Invenção de Hugo<br />
- Moneyball &#8211; Jogada de Risco<br />
- A Toupeira</p>
<p><strong>Melhor argumento original</strong><br />
- <strong><em>O Artista</em></strong><br />
- A Melhor Despedida de Solteira<br />
- Margin Call<br />
- Meia-noite em Paris<br />
- Uma Separação</p>
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<p><strong>Melhor filme estrangeiro</strong><br />
- <strong><em>Uma Separação &#8211; Irão</em></strong><br />
- Rundskop &#8211; Bélgica<br />
- Hearat Shulayim &#8211; Israel<br />
- In Darkness &#8211; Polónia<br />
- Monsieur Lazhar &#8211; Canadá</p>
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<p><strong>Melhor filme de animação</strong><br />
- <strong><em>O Gato das Botas</em></strong><br />
- Une Vie de Chat<br />
- Chico and Rita<br />
- O Panda do Kung Fu 2<br />
- Rango</p>
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<p><strong>Melhor documentário</strong><br />
- <strong><em>Pina</em></strong><br />
- Hell and Back Again<br />
- If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front<br />
- Paradise Lost 3: Purgatory<br />
- Undefeated</p>
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<p><strong>Melhor documentário em curta-metragem</strong><br />
- <strong><em>The Tsunami and the Cherry Blossom</em></strong><br />
- Incident in New Baghdad<br />
- The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement<br />
- God Is the Bigger Elvis<br />
- Saving Face</p>
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<p><strong>Melhor curta-metragem</strong><br />
- <strong><em>Time Freak</em></strong><br />
- Pentecost<br />
- Raju<br />
- The Shore<br />
- Tuba Atlantic</p>
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<p><strong>Melhor curta-metragem de animação</strong><br />
- <strong><em>The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore</em></strong><br />
- Dimanche/Sunday<br />
- La Luna<br />
- A Morning Stroll<br />
- Wild Life</p>
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<p><strong>Melhor direção artística</strong><br />
- <strong><em>A Invenção de Hugo</em></strong><br />
- O Artista<br />
- Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte 2<br />
- Meia-noite em Paris<br />
- War Horse</p>
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<p><strong>Melhor fotografia</strong><br />
- <strong><em>A Árvore da Vida</em></strong><br />
- O Artista<br />
- Millennium I: Os Homens que Odeiam as Mulheres<br />
- A Invenção de Hugo<br />
- War Horse</p>
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<p><strong>Melhor montagem</strong><br />
- <strong><em>Millennium I &#8211; Os Homens que Odeiam as Mulheres</em></strong><br />
- O Artista<br />
- Os Descendentes<br />
- A Invenção de Hugo<br />
- Moneyball &#8211; Jogada de Risco</p>
<p><strong>Melhor caracterização</strong><br />
- <strong><em>A Dama de Ferro</em></strong><br />
- Albert Nobbs<br />
- Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte 2</p>
<p><strong>Melhor guarda-roupa</strong><br />
- <strong><em>O Artista</em></strong><br />
- A Invenção de Hugo<br />
- Anónimo<br />
- Jane Eyre<br />
- W.E.</p>
<p><strong>Melhor banda sonora original</strong><br />
- <strong><em>O Artista</em></strong><br />
- As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne<br />
- A Invenção de Hugo<br />
- A Toupeira<br />
- War Horse</p>
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<p><strong>Melhor canção</strong><br />
- <strong><em>&#8220;Real in Rio&#8221;, do filme &#8220;Rio&#8221;</em></strong><br />
- &#8220;Man or Muppet&#8221;, do filme &#8220;Os Marretas&#8221;</p>
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<p><strong>Melhor montagem de som</strong><br />
- <strong><em>Drive &#8211; Risco Duplo</em></strong><br />
- Millennium I &#8211; Os Homens que Odeiam as Mulheres<br />
- A Invenção de Hugo<br />
- Transformers 3<br />
- War Horse</p>
<p><strong>Melhor mistura de som</strong><br />
- <strong><em>Millennium I: Os Homens que Odeiam as Mulheres</em></strong><br />
- A Invenção de Hugo<br />
- Moneyball &#8211; Jogada de Risco<br />
- Transformers 3<br />
- War Horse</p>
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<p><strong>Melhores efeitos visuais</strong><br />
- <strong><em>Transformers 3</em></strong><br />
- Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte 2<br />
- A Invenção de Hugo<br />
- Puro Aço<br />
- Planeta dos Macacos: A Origem</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Estreias de cinema 26.01.2012: Finalmente &#8220;J. Edgar&#8221;</title>
		<link>http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-26-02-2012-finalmente-j-edgar/</link>
		<comments>http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-26-02-2012-finalmente-j-edgar/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 05:50:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sofia Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>
		<category><![CDATA[Attenberg]]></category>
		<category><![CDATA[J. Edgar]]></category>
		<category><![CDATA[País do Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Polissia]]></category>
		<category><![CDATA[Três Vezes 20 Anos]]></category>
		<category><![CDATA[Um Homem no Limite]]></category>
		<category><![CDATA[Uma Pequena Zona de Turbulência]]></category>
		<category><![CDATA[Underworld: O Despertar]]></category>

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		<description><![CDATA[<strong>"J. Edgar", "Polissia", "Attenberg", "Três Vezes 20 Anos", "Uma Pequena Zona de Turbulência", "Um Homem no Limite", "Underworld: O Despertar" e "País do Desejo" estreiam esta semana nas salas de cinema nacionais.</strong>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><strong>&#8220;J. Edgar&#8221;, &#8220;Polissia&#8221;, &#8220;Attenberg&#8221;, &#8220;Três Vezes 20 Anos&#8221;, &#8220;Uma Pequena Zona de Turbulência&#8221;, &#8220;Um Homem no Limite&#8221;, &#8220;Underworld: O Despertar&#8221; e &#8220;País do Desejo&#8221; estreiam esta semana nas salas de cinema nacionais.</strong></p>
<p>
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-26-02-2012-finalmente-j-edgar/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Clint Eastwood realiza o filme biográfico de um dos homens mais poderosos e temidos da América, o diretor do FBI (Federal Bureau of Investigation) durante quase meio século. Leonardo Di Caprio é &#8220;J. Edgar&#8221;, desempenho que lhe valeu este ano a nomeação para o Globo de Ouro de melhor ator (drama).<br />
<br />
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-26-02-2012-finalmente-j-edgar/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Em &#8220;Polissia&#8221; seguimos os membros da Brigada para a Proteção de Menores de Paris que veem o quotidiano alterado com a chegada de uma fotógrafa enviada pelo Ministério da Administração Interna para retratar a vida da unidade.<br />
<br />
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-26-02-2012-finalmente-j-edgar/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Entre os documentários de David Attenborough e a música dos Suicide, em &#8220;Attenberg&#8221; encontramos Marina, uma jovem que vive em quase total reclusão. As únicas pessoas com quem convive são o pai e a melhor amiga Bella, até que chega à cidade um estranho que lhe vai mostrar outras formas de viver.<br />
<br />
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-26-02-2012-finalmente-j-edgar/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Mary (Isabella Rosselini) e Adam (William Hurt) são um casal que se aproxima dos 60 anos. Enquanto ela encara naturalmente o envelhecimento, Adam recusa-se a enfrentar a realidade. &#8220;Três Vezes 20 Anos&#8221; é uma reflexão sobre o amor na meia ideia.<br />
<br />
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-26-02-2012-finalmente-j-edgar/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Jean-Pierre Muret (Michel Blanc) é um homem a passar por uma &#8220;Uma Pequena Zona de Turbulência&#8221; ao descobrir lhe foi diagnosticado um eczema numular, que a sua esposa o trai com um ex-colega de trabalho, que a filha vai casar com a última pessoa que queria como genro e que o filho é homossexual.<br />
<br />
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-26-02-2012-finalmente-j-edgar/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Condenado por um crime que não cometeu e determinado a provar a inocência, Nick Cassidy (Sam Worthington) escapa da prisão. O que fará &#8220;Um Homem no Limite&#8221; para conseguir reaver a sua vida?<br />
<br />
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-26-02-2012-finalmente-j-edgar/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
O quarto filme da saga &#8220;Underworld&#8221; marca o regresso de Selene (Kate Beckinsale) que após 12 anos de cativeiro descobre que os clãs de vampiros e lobisomens são agora perseguidos pelos humanos. A vampira fará de tudo para unir as tribos contra um inimigo comum e lutar pela sobrevivência.<br />
<br />
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-26-02-2012-finalmente-j-edgar/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Baseado no caso do Arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho que chocou a sociedade brasileira em 2009, em &#8220;País do Desejo&#8221; acompanhamos as dúvidas do pároco José (Fábio Assunção) sobre a Igreja, a medicina, o amor e o celibato: entre a decisão de um arcebispo português (Nicolau Breyner) de excomungar a mãe e o médico que efetuou um aborto a uma menina de 11 anos, violada pelo próprio tio e a aproximação de uma pianista por quem se apaixona.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Estreias de cinema 19.01.2012: Clooney na interpretação que lhe valeu um Globo de Ouro</title>
		<link>http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-19-01-2012-finalmente-a-adaptacao-americana-de-millennium/</link>
		<comments>http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-19-01-2012-finalmente-a-adaptacao-americana-de-millennium/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 06:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sofia Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>
		<category><![CDATA[estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Millennium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[O Idiota do Nosso Irmão]]></category>
		<category><![CDATA[Os Descendentes]]></category>
		<category><![CDATA[Warrior - Combate Entre Irmãos]]></category>

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		<description><![CDATA[<strong>"Os Descendentes", "O Idiota do Nosso Irmão", "Warrior - Combate Entre Irmãos" e "Millennium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres" estreiam esta semana nas salas de cinema nacionais.</strong>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><strong>&#8220;Os Descendentes&#8221;, &#8220;O Idiota do Nosso Irmão&#8221;, &#8220;Warrior &#8211; Combate Entre Irmãos&#8221; e &#8220;Millennium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres&#8221; estreiam esta semana nas salas de cinema nacionais.</strong></p>
<p>
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-19-01-2012-finalmente-a-adaptacao-americana-de-millennium/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
A comédia dramática “Os Descendentes” sagrou-se uma das grandes vencedoras dos Globos de Ouro de 2012 ao arrecadar os prémios para melhor filme (drama) e melhor ator (drama). Depois de a esposa sofrer um acidente de barco que a deixa num estado vegetativo, Matt King (George Clooney) descobre que ela tinha um amante. Decidido a encontrá-lo, Matt embarca numa viagem com as duas filhas e o namorado da filha mais velha.<br />
<br />
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-19-01-2012-finalmente-a-adaptacao-americana-de-millennium/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Na comédia “O Idiota do Nosso Irmão” Paul Rudd é Ned, um idealista com tendência para se meter em apuros, que se vê obrigado a depender das três irmãs (Elizabeth Banks, Zooey Deschanel e Emily Mortimer), após sair da prisão por ter vendido droga a um polícia à paisana. Amigável, ingénuo e aparentemente idiota, Ned vai provocar o caos na vida de todos.<br />
<br />
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-19-01-2012-finalmente-a-adaptacao-americana-de-millennium/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Dois irmãos, um ex-militar (Tom Hardy) e o outro um professor com dívidas para pagar (Joel Edgerton), medem forças num torneio de artes marciais, no filme “Warrior &#8211; Combate Entre Irmãos”.<br />
<br />
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“Millennium 1: Os Homens Que Odeiam as Mulheres”, a adaptação americana do primeiro livro da saga escrita por Stieg Larsson, chega ao grande ecrã pela mão de David Fincher (&#8221;Clube de Combate&#8221;, &#8220;Sete Pecados Mortais&#8221; ou &#8220;A Rede Social&#8221;). Mikael Blomqvist (Daniel Craig), jornalista que se dedica a denunciar o crime e a corrupção, é contratado por Henrik Vanger (Christopher Plummer) para descobrir o que aconteceu à sua sobrinha, desaparecida há mais de 40 anos. Com a ajuda de uma ‘hacker’ profissional com um passado misterioso (Rooney Mara), Mikael vai tentar encontrar a verdade.</p>
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		<title>Estreias de cinema 12.01.2012: Brad Pitt e Michelle Yeoh protagonizam biopics</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 12:07:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>festmag</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>
		<category><![CDATA[A Hora Mais Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Apollonide - Memórias de Um Bordel]]></category>
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		<category><![CDATA[Tucker e Dale Contra o Mal]]></category>
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		<description><![CDATA[<strong>“Apollonide - Memórias de Um Bordel”, “Tucker e Dale Contra o Mal”, “Um Coração Dividido”, “Moneyball - Jogada de Risco”, “Imperdoáveis” e “A Hora Mais Negra” estreiam esta semana nos cinemas nacionais.</strong>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><strong>“Apollonide &#8211; Memórias de Um Bordel”, “Tucker e Dale Contra o Mal”, “Um Coração Dividido”, “Moneyball &#8211; Jogada de Risco”, “Imperdoáveis” e “A Hora Mais Negra” estreiam esta semana nos cinemas nacionais.</strong><br />
<br />
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-12-01-2012-brad-pitt-e-michelle-yeoh-protagonizam-biopics/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
“Apollonide &#8211; Memórias de Um Bordel” é uma viagem no tempo à Paris do final do século XIX. Num bordel com pouco contacto com o exterior, uma prostituta é atacada por um sádico que lhe deixa um corte no rosto.<br />
<br />
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Na comédia negra “Tucker e Dale Contra o Mal”, durante um passeio até uma cabana de férias na floresta, dois amigos cruzam-se com um grupo de universitários e acabam por ser tomados por psicopatas assassinos.<br />
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Michelle Yeoh protagoniza “Um Coração Dividido”, biopic sobre a ativista política e símbolo da revolução birmanesa Aung San Suu Kyi, Prémio Nobel da Paz em 1991.<br />
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No filme biográfico “Moneyball &#8211; Jogada de Risco” Brad Pitt é Billy Beane, ex-jogador e coordenador dos Oakland Athletics. Com a ajuda de um especialista em estatística, Billy vai criar uma equipa de basebol perfeita de jogadores subvalorizados.<br />
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Em “Imperdoáveis” um escritor procura inspiração para um futuro policial em Veneza e acaba por se apaixonar por uma agente imobiliária.<br />
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No thriller de ficção “A Hora Mais Negra”, Moscovo é alvo de um ataque alienígena. Cinco amigos encontram um abrigo subterrâneo onde passam vários dias até descobrirem que a capital russa se tornou numa cidade fantasma.</p>
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		<title>3.ª Mostra de Cinema de Hong Kong: o Oriente aqui tão perto</title>
		<link>http://www.festmag.com/2012/01/3-%c2%aa-mostra-de-cinema-de-hong-kong-o-oriente-aqui-tao-perto/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 23:58:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sofia Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de Cinema de Hong Kong]]></category>

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		<description><![CDATA[<strong>No próximo dia 11 de janeiro o Cinema City Classic de Alvalade recebe a 3.ª Mostra de Cinema de Hong Kong, uma organização da Zero em Comportamento (responsável pelo Festival Indie Lisboa) em parceria com o Hong Kong Economic and Trade Office de Bruxelas. Com o objetivo de dar a conhecer a diversidade da produção cinematográfica dessa região, a edição deste ano é dedicada à comédia e ao romance, mas também há espaço para a ação e para o drama.</strong>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><strong>No próximo dia 11 de janeiro o Cinema City Classic de Alvalade recebe a 3.ª Mostra de Cinema de Hong Kong, uma organização da Zero em Comportamento (responsável pelo Festival Indie Lisboa) em parceria com o Hong Kong Economic and Trade Office de Bruxelas. Com o objetivo de dar a conhecer a diversidade da produção cinematográfica dessa região, a edição deste ano é dedicada à comédia e ao romance, mas também há espaço para a ação e para o drama.</strong></p>
<p>A sessão de abertura está a cargo de “All About Love” de Ann Hui sobre o reencontro de duas ex-amantes, cada uma delas a braços com uma gravidez não planeada. Homossexualidade, discriminação e maternidade são alguns dos temas aqui retratados pela realizadora e raramente abordados em filmes de Hong Kong, cidade conservadora e tradicional no que diz respeito a este tipo de questões. Nos dias seguintes, oportunidade para assistir a “Break Up Club”, “Crossing Hennessy”, “The Drunkard”, “La Comédie Humaine”, “Echoes of the Rainbow” e “Gallants”. </p>
<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/3-%c2%aa-mostra-de-cinema-de-hong-kong-o-oriente-aqui-tao-perto/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p>Ao todo são sete filmes, selecionados pela Hong Kong Film Society e integrados numa programação que vai percorrer várias cidades europeias, que entre 11 e 15 de janeiro prometem trazer um pouco de Hong Kong a Lisboa. </p>
<p>Os bilhetes custam 3,5 euros e o horário das sessões pode ser consultado <a href="http://www.zeroemcomportamento.org/hongkong/">aqui</a>.</p>
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		<title>Estreias de cinema 05.01.2012: Herzog propõe viagem ao nascimento da arte</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 21:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>festmag</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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		<category><![CDATA[A Gruta Dos Sonhos Perdidos]]></category>
		<category><![CDATA[A Minha Semana Com Marilyn]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias da semana]]></category>
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		<category><![CDATA[O Espião Fantasma]]></category>
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		<description><![CDATA[<strong>“A Gruta Dos Sonhos Perdidos”, “Martha Marcy May Marlene”, “A Minha Semana Com Marilyn”, “Sherlock Holmes: Jogo de Sombras” e “O Espião Fantasma” constituem as estreias da primeira semana do ano nos cinemas portugueses.</strong>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><strong>“A Gruta Dos Sonhos Perdidos”, “Martha Marcy May Marlene”, “A Minha Semana Com Marilyn”, “Sherlock Holmes: Jogo de Sombras” e “O Espião Fantasma” constituem as estreias da primeira semana do ano nos cinemas portugueses.</strong><br />
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<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-05-01-herzog-propoe-viagem-ao-nascimento-da-arte/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Na proposta mais enigmática e quiçá mais interessante da semana, o documentário “A Gruta Dos Sonhos Perdidos”, o realizador Werner Herzog leva-nos a uma viagem ao passado da Humanidade e ao nascimento da arte, nas grutas de Chauvet-Pont-d&#8217;Arc, descobertas em 1994, no sul de França.<br />
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<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-05-01-herzog-propoe-viagem-ao-nascimento-da-arte/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Em “Martha Marcy May Marlene”, a jovem Martha, depois de uma zanga que a faz fugir de casa, acaba por ser aceite numa comunidade fechada, conduzida por um líder fanático.<br />
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<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-05-01-herzog-propoe-viagem-ao-nascimento-da-arte/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
No verão de 1956, Marilyn Monroe desloca-se a Londres para filmar &#8220;O Príncipe e a Corista&#8221; e um assistente de produção passa uma semana na companhia da atriz, em “A Minha Semana Com Marilyn”.<br />
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<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-05-01-herzog-propoe-viagem-ao-nascimento-da-arte/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
Na sequela “Sherlock Holmes: Jogo de Sombras”, Holmes e Watson juntam esforços para arruinar o plano de um dos seus piores inimigos, o professor Moriarty.<br />
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<p><a href="http://www.festmag.com/2012/01/estreias-de-cinema-05-01-herzog-propoe-viagem-ao-nascimento-da-arte/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p><br />
No thriller “O Espião Fantasma”, a primeira realização do argumentista Michael Brandt, Richard Gere é Paul Shepherdson, um agente reformado do FBI chamado de volta ao ativo para uma caça ao homem. </p>
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		<item>
		<title>Canal 180 exibe &#8220;A Kind Of Paradise&#8221; no Cinema São Jorge</title>
		<link>http://www.festmag.com/2011/12/canal-180-exibe-a-kind-of-paradise-no-cinema-sao-jorge/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 18:42:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>festmag</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>
		<category><![CDATA[A Kind Of Paradise]]></category>
		<category><![CDATA[Andreas Johnsen]]></category>
		<category><![CDATA[Canal 180]]></category>
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		<description><![CDATA[<strong>A colaboração estreita entre o Canal 180 e o realizador dinamarquês Andreas Johnsen resulta agora numa exibição em sala da sua mais recente longa metragem. O documentário “A Kind Of Paradise”, que estreou em novembro deste ano no Festival Internacional de Documentário de Copenhaga, será projetado na quarta-feira, 4 de janeiro, às 21:30, na sala 3 do Cinema São Jorge, em Lisboa, numa sessão com entrada livre que contará com a presença do próprio Andreas Johnsen.</strong>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><strong>A colaboração estreita entre o Canal 180 e o realizador dinamarquês Andreas Johnsen resulta agora numa exibição em sala da sua mais recente longa metragem. O documentário “A Kind Of Paradise”, que estreou em novembro deste ano no Festival Internacional de Documentário de Copenhaga, será projetado na quarta-feira, 4 de janeiro, às 21:30, na sala 3 do Cinema São Jorge, em Lisboa, numa sessão com entrada livre que contará com a presença do próprio Andreas Johnsen.</strong> </p>
<p>«Os guerreiros culturais de cada país são mais relevantes que os seus guerreiros políticos», segundo a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. E são os combatentes culturais da África atual os protagonistas do mais recente filme do dinamarquês. </p>
<p><a href="http://www.festmag.com/2011/12/canal-180-exibe-a-kind-of-paradise-no-cinema-sao-jorge/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p>“A Kind Of Paradise” é a oitava longa metragem do realizador dinamarquês, que documenta a energia criativa da África contemporânea, sob o olhar de vários artistas, poetas e músicos de seis países do continente africano (Angola, África do Sul, Congo, Costa do Marfim, Tanzânia e Nigéria). Um filme dividido em 12 histórias de vida e que apresenta uma visão singular sobre uma África que poucos conhecem.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>José Farinha: «A primeira coisa que um filme tem que fazer é lucro»</title>
		<link>http://www.festmag.com/2011/12/jose-farinha-%e2%80%9ca-primeira-coisa-que-um-filme-tem-que-fazer-e-lucro%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 02:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manaira Athayde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[José Farinha]]></category>

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		<description><![CDATA[<strong>Na semana em que a recém formada Academia Portuguesa de Cinema se reúne para aprovar o regulamento dos futuros galardões, que inclusive já foram nomeados de Sophia, a FEST MAGAZINE dedica-se a investigar a fundo algumas diretrizes do cinema português e os seus atuais protagonistas e coadjuvantes.</strong>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><strong>Na semana em que a recém formada Academia Portuguesa de Cinema se reúne para aprovar o regulamento dos futuros galardões, que inclusive já foram nomeados de Sophia, a FEST MAGAZINE dedica-se a investigar a fundo algumas diretrizes do cinema português e os seus atuais protagonistas e coadjuvantes.</strong></p>
<p>Atual membro da direção da Academia Portuguesa de Cinema, José Farinha estreou-se na realização de longas metragens com o filme “O Inimigo Sem Rosto” (2010). Nos últimos anos, o cineasta, formado na Escola Técnica de Imagem e Comunicação (Lisboa) e no Centro Galego de Artes da Imaxe (Coruña) e responsável pela produtora Inferno Films, tem sido um dos grandes exemplos de realizadores da nova geração engajados em aproximar o cinema português do público – já que há décadas é pequena, pequeníssima a parcela do público que se aproxima dele. Não é à toa que o realizador escolheu trabalhar as temáticas do fado e do futebol em suas mais recentes produções: “é preciso falar sobre o que interessa a maior parte das pessoas, mas sem cair em lugares-comuns”, explica.</p>
<p>Aliás, os documentários começam a ser um importante fio condutor na carreira de José Farinha, que este ano, com “Badoca Safari Park”, angariou o prémio de melhor documentário internacional no New York International Independent Film and Video Festival e o prémio de melhor documentário do 9.º Festival Bragacine. E foi no Bragacine – Festival Internacional de Cinema Independente de Braga, realizado em novembro deste ano, que José Farinha concedeu esta entrevista à FEST MAGAZINE, em que falou o que muitos pensam mas não dizem oficialmente em público.</p>
<p style="text-align: center">
<a href="http://www.festmag.com/wp-content/uploads/2011/12/5.jpg"><img src="http://www.festmag.com/wp-content/uploads/2011/12/5.jpg" alt="5" title="5" width="720" height="506" class="alignnone size-full wp-image-1484" /></a></p>
<pre style="text-align: center">José Farinha e Maria João Bastos, que faz parte do elenco de "O Inimigo Sem Rosto". Foto: António Maia</pre>
<p><strong>O cinema português continua a caminhar sobre uma linha ébria&#8230;</strong><br />
O cinema português está num grande impasse porque vem uma nova lei do cinema, que nós ainda não conhecemos, e temos que ter muita atenção a ela. Creio que se devia tentar modernizar as leis para que os produtores e realizadores tenham melhores formas de fazer os seus filmes e atingir os públicos português e estrangeiro da melhor forma possível. </p>
<p><strong>Como é que o cinema português é visto no panorama das cinematografias europeias?</strong><br />
Em relação às cinematografias europeias, acho que o cinema português devia tentar aproximar-se de outros países para que, de uma forma coerente, se tenha no estrangeiro uma visão do que se faz cá em Portugal. Outra questão importante é que se deve sempre ter em conta que o cinema tem que ser visto como um negócio, o que até aqui não tem sido feito. A primeira coisa que um filme tem que fazer é lucro, fazer dinheiro, e ser visto pelo maior número de espetadores possível.</p>
<p><strong>O cinema português continua a tentar aproximar-se do ideal que se tornou em Portugal a cinematografia francesa na 7.ª arte?</strong><br />
Há muito pouco tempo havia um certo fascínio de intelectuais portugueses pela cinematografia francesa, o que influenciou muito a produção cá. Por agora, penso que nós deveríamos abrir horizontes em relação a outras cinematografias, como a brasileira, que está em expansão e hoje em dia consegue colocar um filme, um ator, uma atriz e um realizador na nomeação aos Óscares. Nós, portugueses, não podemos perder esta oportunidade de ouro que é unirmos esforços para que, num futuro próximo, haja co-produções entre Portugal e Brasil. O mesmo se passa em relação aos nossos vizinhos espanhóis, que têm uma das maiores cinematografias do mundo. Também seria muito útil tentarmos aprender e trabalhar com eles, porque estão ao nosso lado. Não restam dúvidas, o caminho é este: Brasil e Espanha.</p>
<p><strong>Em pleno declínio absoluto da economia portuguesa, este ano o Turismo de Portugal destinou 500 mil euros ao Lisbon &#038; Estoril Film Festival. O que acha de apoios como este?</strong><br />
Acho uma vergonha atribuírem uma verba dessa quantia a um festival de cinema. Respeito o festival, na medida em que traz muitos realizadores e atores de outros países, mas acho que o dinheiro é mal empregado e seria bem utilizado para possibilitar as produções de novos realizadores e produtores, que infelizmente não têm qualquer ajuda hoje. O senhor Paulo Branco é um dos poucos que recebe auxílio do governo nessa matéria, mas acho que ele podia concentrar-se nos patrocínios e deixar esse dinheirinho, que é tão importante e tão escasso, para fomentar a nossa cinematografia, que tanto precisa. </p>
<p><strong>Qual é a importância do nascimento da Academia Portuguesa de Cinema?</strong><br />
A Academia já deveria ter nascido há muitos anos. Mas como mais vale tarde do que nunca, o Paulo Trancoso, que é o atual presidente, em conjunto com os membros da direção, acharam por bem desenhar as bases de uma organização moderna, que não pertence a uma elite mas sim a todos. Essa equipa tem em atenção o apoio e a divulgação do cinema português em toda a sua diversidade: os filmes de animação, as curtas-metragens, os documentários, as longas-metragens. Estamos na fase de organizar uma Gala de atribuição de prémios que valorizem e dignifiquem da melhor forma quem faz cinema em Portugal. Mas os objetivos são tantos que estamos a estabelecer prioridades. É um longo caminho a percorrer&#8230;</p>
<p style="text-align: center">
<p><a href="http://www.festmag.com/2011/12/jose-farinha-%e2%80%9ca-primeira-coisa-que-um-filme-tem-que-fazer-e-lucro%e2%80%9d/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<pre style="text-align: center">Teaser promocional do filme "O Inimigo Sem Rosto".</pre>
<p><strong>De entre as novas produções portuguesas, tem tido muito êxito com “O Inimigo Sem Rosto”, lançado no ano passado.</strong><br />
É a minha primeira longa-metragem, cuja temática é sobre fraude e corrupção em Portugal. O projeto surgiu quando conheci o livro “O Inimigo Sem Rosto”, de Maria José Morgado, procuradora-geral da república, e do jornalista José Vegar. Como gosto de temas transversais à sociedade, decidi fazer a adaptação do livro. </p>
<p><strong>Falta ao cinema português envolver-se mais com questões sociais?</strong><br />
Falta muito este tipo de temas e de abordagens no cinema português. É uma das minhas preocupações: pegar assuntos que são realmente importantes à sociedade e dar uma roupagem ficcional e uma roupagem presente e histórica.</p>
<p><strong>Por vezes, em Portugal, há um grande esforço para manter a imagem de que é possível separar completamente a realidade e a ficção, como se isso fosse plausível&#8230;</strong><br />
Às vezes, confunde-se a realidade e a ficção e isto será sempre enquanto houver cinema e homens na Terra. Tendemos a ser criativos e a ser mentirosos; há uma parte de nós que é enganosa e outra parte de nós que é verdadeira.</p>
<p><strong>Então, para si, não há esse maniqueísmo?</strong><br />
Exatamente. Acho que não há bons nem maus, apesar de grande parte do cinema mostrar sempre o bonzinho e o vilão. O bom pode ser mau numa perspetiva e o mau pode ser bom noutra perspetiva, claramente.</p>
<p><strong>“O Inimigo Sem Rosto” conta com um elenco de grande escala, com atores portugueses prestigiados como José Wallenstein, São José Correia, Maria João Bastos, António Melo e Paulo Nery. Convidar atores famosos, com grande poder mediático, é importante para o que deseja construir na sua trajetória enquanto realizador?</strong><br />
Claro que ajuda muito na divulgação do filme ter atores de peso no nome. Nos meus projetos tento sempre equilibrar os elencos. Costumo selecionar atores já com nome e muita experiência e atores jovens, em início de carreira; tento conjugar e fazer com que esse bolo fique apurado e a servir bem ao público, que é a minha principal preocupação.</p>
<p><strong>Já disse nesta entrevista que o cinema tem que ser visto como um negócio. Mas o facto de “O Inimigo sem Rosto” ter um elenco famoso não foi recebido negativamente pela crítica? Em Portugal, muitos críticos fazem questão de acentuar que o cinema é para poucos, como toda a arte também o é&#8230; </strong><br />
Leio as críticas e respeito muito os críticos, mas, sinceramente, estou-me nas tintas para o que eles escrevem. O que penso é que um bom filme tem que ser verdadeiro para os espetadores e que se tem que selecionar bons atores para os papéis que vão desempenhar para dar credibilidade ao filme.</p>
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<p><a href="http://www.festmag.com/2011/12/jose-farinha-%e2%80%9ca-primeira-coisa-que-um-filme-tem-que-fazer-e-lucro%e2%80%9d/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<pre style="text-align: center">Trailer da curta-metragem documental "Badoca Safari Park".</pre>
<p><strong>Faz-se crítica de cinema a sério em Portugal?</strong><br />
Faz-se uma crítica um bocado conservadora, muito a favor do cinema estrangeiro, sobretudo o americano, e muito pouco a favor do cinema português, o que acho uma injustiça. Isto mostra que os portugueses não gostam dos portugueses, o que é bem diferente em outros países. Em Espanha, por exemplo, defende-se muito a cultura e a língua espanhola. Acharia interessante haver uma percentagem de filmes estrangeiros dobrados em português porque daria emprego a muitos atores e é uma forma de defendermos a nossa língua.</p>
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		<title>Cinema português: um cenário e outros filmes&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 01:54:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manaira Athayde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[cinema português]]></category>

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		<description><![CDATA[<strong>“Sophia”: eis o nome dos galardões que a recém formada Academia Portuguesa de Cinema (APC) irá oferecer em noite de gala a ter início no próximo ano. O nome, que ultrapassou “Dom” e “Lacre” na votação ocorrida ontem, em Lisboa, é uma homenagem à escritora Sophia de Mello Brayner e às mulheres, «por haver poucos prémios de cinema com um nome feminino e vivermos numa sociedade ainda muito controlada pelos homens, além de significar, em grego, ‘sabedoria’», explica um dos membros da direção.</strong>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><strong>“Sophia”: eis o nome dos galardões que a recém formada Academia Portuguesa de Cinema (APC) irá oferecer em noite de gala a ter início no próximo ano. O nome, que ultrapassou “Dom” e “Lacre” na votação ocorrida ontem, em Lisboa, é uma homenagem à escritora Sophia de Mello Brayner e às mulheres, «por haver poucos prémios de cinema com um nome feminino e vivermos numa sociedade ainda muito controlada pelos homens, além de significar, em grego, ‘sabedoria’», explica um dos membros da direção.</strong></p>
<p>Na semana em que esse anúncio oficial, juntamente com a aprovação do regulamento da cerimónia, ganham destaque na firmação da APC, a FEST MAGAZINE faz um panorama atual do cinema português, perpassando por assuntos como a importância dos festivais, a crise financeira, a sedimentação da imagem negativa ao longo dos anos, a americanização do cinema, a influência da televisão e os novos rumos para as produções nacionais. </p>
<p>Aproveitamos a ocasião do 9.° Festival de Cinema Independente de Braga (Bragacine) para entrevistar vários convidados, entre realizadores, produtores e atores, e fazer um mapeamento dos caminhos que vêm sendo percorridos – e de tantos outros que ficaram à revelia.</p>
<p><strong>Os festivais: em tempos de crise, na crise dos tempos</strong></p>
<p>Portugal já chegou a ser apontado como “o país dos festivais”. São dez grandes eventos, com mais de cinco anos, devotados à 7.ª arte em todo o país, para não falar das várias iniciativas menores. </p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.festmag.com/wp-content/uploads/2011/12/4.jpg"><img src="http://www.festmag.com/wp-content/uploads/2011/12/4.jpg" alt="4" title="4" width="720" height="480" class="alignnone size-full wp-image-1481" /></a></p>
<pre style="text-align: center">Paulo Trancoso, presidente da APC, e José Farinha, que também faz parte da direção. Foto: António Maia</pre>
<p>Para Paulo Trancoso, diretor da recém-criada Academia Portuguesa de Cinema (ACP), «como a vocação do cinema português tem sido pouco comercial, os festivais assumem papel importante na divulgação dos filmes para vários públicos, não só a nível nacional mas no estrangeiro também». </p>
<p>Muitos festivais já atingiram a maioridade, como o Festival de Curtas de Vila do Conde, com duas décadas de existência, o Fantasporto, que já vai a caminho da 32.ª edição, e o Cinanima, que este ano comemorou 35 anos. Outros, como o DocLisboa e o Indie Lisboa, estão perto de completar a primeira década de vida. Há até um festival, o Lisbon &#038; Estoril Film Festival que, apenas com cinco edições e neste grave momento de crise, dispõe de um orçamento de 3,5 milhões de euros, de entre os quais 500 mil são financiados pelo Turismo de Portugal. </p>
<p>«Acho uma vergonha atribuírem [o Estado] uma verba dessa quantia a um festival de cinema. Respeito o festival, na medida em que traz muitos realizadores e atores de outros países, mas acho que o dinheiro é mal empregado e seria bem utilizado para possibilitar as produções de novos realizadores e produtores, que infelizmente não têm qualquer ajuda hoje», defende José Farinha, que tem se destacado como realizador da nova geração (a partir dos anos 2000).</p>
<p>Já Paulo Trancoso assume uma postura mais cautelosa ao afirmar que «todos os festivais têm que assegurar a sua continuidade. Se alguns festivais conseguem mobilizar este tipo de finanças, melhor. O que acho mal é o IVA dos bilhetes de cinema aumentar e a hipótese de, para o ano, não haver verbas para a produção de cinema português», sublinha.</p>
<p>A Academia Portuguesa de Cinema mal acabou de ser fundada, em julho deste ano, e de ser creditada pela criação de uma gala anual, e já é possível ver claramente os indícios das lacunas sofridas pela sua estirpe, o Instituto Português de Cinema.  </p>
<p>«Nós sabemos que, neste momento, as verbas do instituto não existem, ou são muito pequenas. Todos os filmes, por exemplo, que venceram concurso este ano só serão feitos para o ano com o dinheiro que vier. Portanto, há uma decalagem entre o financiamento do Instituto Português de Cinema e a própria produção dos filmes», revela Trancoso.</p>
<p>Segundo a APC, a percentagem de espetadores em Portugal que vê filmes portugueses é de cerca de 1%. Em Espanha, 6% dos espanhóis assistem às produções espanholas, enquanto em França a taxa chega a 50% de vernáculos que fomentam o cinema francês. Com a baixa audiência portuguesa, torna-se ainda mais complicado angariar financiamentos. </p>
<p><strong>O cinema como negócio</strong></p>
<p>José Farinha, que realizou no ano passado a longa “O Inimigo Sem Rosto”, ressalva que «o cinema tem que ser visto como um negócio, o que até aqui não tem sido feito. A primeira coisa que um filme tem que fazer é lucro, fazer dinheiro, e ser visto pelo maior número de espetadores possível», comenta.</p>
<p>Para o também realizador José Carlos de Oliveira é preciso deixar de lado o antigo axioma de que o cinema é para poucos, assim como toda a arte. «O cinema é uma arte industrial e, sobretudo por isso, não é feito de atos individualistas, mas por ações em conjunto que passam por uma linha de produção, em que os esforços precisam dar retorno ao público mediante o grande investimento financeiro que exige», corrobora.</p>
<p>Premiado em vários festivais com “Quero Ser Uma Estrela”, de 2010, José Carlos de Oliveira ainda argumenta: «se o público não perceber aquilo que fizermos, então somos nós, realizadores, que estamos errados. Muitos usam a desculpa de que ninguém entende o filme porque ele está à frente do seu tempo, o que é apenas uma maneira de atestar a própria incompetência».</p>
<p>Além da linguagem pouco tangível, realizadores e produtores apontam como outros dois grandes problemas as falhas das campanhas de promoção dos filmes portugueses, sempre feitas em pequeníssima escala, e a falta de uma rede de cinema significativa no interior do país. </p>
<p>«Este ano foram feitos mais de vinte filmes em Portugal e as pessoas não têm noção disso, porque muitos foram exibidos apenas em Lisboa e em outras poucas cidades. Acho que há um grande trabalho a ser feito pela Academia Portuguesa de Cinema, que é o reencontro do público com o cinema português», diz Paulo Trancoso.</p>
<p>Com um ar menos esperançado, José Carlos de Oliveira atesta que «em Portugal não há tradição em formar espetadores. Ao longo dos tempos, não se sabe se a culpa é dos espetadores ou de quem faz cinema. O que é certo é que aqui os mecanismos não são adequados à moderna indústria cinematográfica», lamenta o realizador. </p>
<p>Paulo Trancoso sublinha que «também há que se reconhecer que o afastamento do público se dá porque muita gente cristalizou uma imagem negativa do nosso cinema e vai transmitindo essa imagem aos outros. Resultado: gera-se uma falsa realidade porque, no fundo, as pessoas falam mal dos filmes sem sequer assistir aos mesmos. Basta ver que o número de espetadores não é muito significativo, exceto um ou outro realizador que consegue atingir mais de cem mil espectadores», atesta.</p>
<p>Trancoso ainda explica que a sedimentação da imagem negativa do cinema feito em Portugal deu-se porque «depois das comédias nos anos 40 e 50, que vivem no imaginário português e que sempre passavam na televisão, veio o período, digamos, neorrealista do cinema, que também aconteceu em outros países da Europa, e foi aí que grande parte do público passou a se voltar para o cinema americano, que encheu rapidamente os ecrãs», revela.</p>
<p>A americanização do cinema também é lembrada pelo ator José Pinto, que no alto dos seus cinquenta anos de carreira conta que «nos anos 50, na cidade do Porto, a minha cidade, havia muitos cinemas, com lotações esgotadas aos fins de semana, e muitos filmes europeus: italianos, franceses, espanhóis e alguns portugueses. Agora não, só vemos aquelas ‘americanices’, filmes com muito sangue e violência; o cinema americano tomou conta do mundo», afirma.</p>
<p><strong>A televisão: um espectro do cinema? </strong></p>
<p>No entanto, mesmo com a invasão das produções americanas e o pequeno número de espetadores interessados no cinema nacional, Paulo Trancoso ressalva «que os filmes portugueses que passam em televisão têm muitas vezes audiências de dezena de milhares e até centenas de milhares de pessoas». </p>
<p>A leitura dessa realidade que o realizador José Carlos de Oliveira faz é que «o fenómeno da TV é dramático: em vez de formar espetadores, deforma a audiência e baixa o nível cultural. A televisão tornou-se um cancro, o que não tinha que ser». E desabafa: «muitos espetadores vão ao cinema e veem os filmes com os códigos da televisão. Por isso, muitos realizadores utilizam a desculpa de que ‘precisam reduzir a qualidade do filme porque é isto o que o público quer ver’». O cineasta ressalva que «é preciso dominar os códigos de comunicação, tornar os espetadores cúmplices, e não inimigos».</p>
<p style="text-align: center">
<a href="http://www.festmag.com/wp-content/uploads/2011/12/José-Carlos-de-Oliveira.jpg"><img src="http://www.festmag.com/wp-content/uploads/2011/12/José-Carlos-de-Oliveira.jpg" alt="José Carlos de Oliveira" title="José Carlos de Oliveira" width="720" height="480" class="alignnone size-full wp-image-1501" /></a></p>
<pre style="text-align: center">«O fenómeno da TV é dramático: deforma a audiência e baixa o nível cultural», José Carlos de Oliveira. Foto: António Maia</pre>
<p>Para Maria João Bastos, atualmente uma das atrizes portuguesas de maior renome internacional, a televisão não é tão nociva assim. «Não acredito que haja artes menores, porque acho que todas têm o seu valor. É claro que o cinema é uma arte muito mais cuidada a vários níveis: existe um maior tempo de preparação e de cuidado com o texto, com a fotografia, com a realização». Completa: «o tempo que dura fazer um filme não pode ser comparado com o tempo em que se faz duzentos episódios em nove meses, com 30, 35 cenas gravadas por dia. Sem dúvida, o cinema é o trabalho que me dá mais gozo fazer», revela Maria João Bastos, que ganhou grande projeção por participar em telenovelas brasileiras, desde o início dos anos 2000. </p>
<p>Aliás, se para muitos realizadores a televisão virou um monstro prejudicial à cinematografia, para boa parte dos atores foi o grande meio de promoção. O ator José Pinto afirma que «a televisão e as novelas vieram revelar alguns bons atores para o cinema».</p>
<p>«O cinema abriu portas para novos atores e, nesta fase de crise, digo aos novos talentos que arrisquem, porque há produções, nomeadamente curtas-metragens, que são feitas por realizadores que usam os seus próprios recursos e meios, e que resultam em boas obras, acabam por apoiar a carreira de muitos atores», incentiva Maria João Bastos.</p>
<p>O ator José Pinto, com os seus 82 anos a testemunhar muitas transformações, corrobora que «tem aumentado a quantidade de festivais dedicados a curtas-metragens, o que mostra que, em Portugal, as pequenas produções é que estão a conseguir safar-se». E completa: «se não houver festivais, as produções portuguesas chegam ainda menos às pessoas». </p>
<p><strong>Novos rumos: para onde vão as caravelas?</strong></p>
<p>Para o realizador norte-americano Julian Grant, que conheceu Portugal a convite do Fantasporto e, posteriormente, do Bragacine, «os festivais mais importantes para mim são aqueles que promovem os filmes independentes, que dão espaço para que novos realizadores, produtores, atores possam ser vistos por vários públicos em diversos lugares do mundo», afirma o responsável pela série televisiva &#8220;Robocop&#8221; em 2000. </p>
<p>João Alves é um exemplo desses realizadores a quem os festivais conseguem incentivar e, assim, fomentar novas produções, apesar das dificuldades em todo o cenário cinematográfico. «Os prémios são um forte incentivo, mas também implicam mais responsabilidade porque criam maiores expetativas, aumentam a pressão sobre o próximo projeto. Mas se não fosse um desafio não valia a pena», explica a propósito de seguir efetivamente a carreira de realizador, já que até agora só trabalha profissionalmente com design e animação para aplicações digitais. «Realizo filmes quando chego a casa e aos fins de semana», fala em tom de quem fazia os audiovisuais por se divertir com o trabalho. O certo é que João Alves e a sua curta-metragem “Bats In The Belfry” já levaram este ano vários prémios, incluindo o de melhor filme do Motel X e galardões no Cinanima, na Culturgest e no Bragacine. </p>
<p>Mas para que realizadores portugueses como João Alves continuem a apostar no trabalho audiovisual, é inevitável que nos próximos tempos novos caminhos tenham que ser travados.</p>
<p>O cineasta José Farinha, que já teve a oportunidade de trabalhar em algumas co-produções, diz que «por agora, penso que nós deveríamos abrir horizontes em relação a outras cinematografias, como a brasileira, que está em expansão e hoje em dia consegue colocar um filme, um ator, uma atriz e um realizador na nomeação aos Óscares». E continua: «o mesmo se passa em relação aos nossos vizinhos espanhóis, que têm uma das maiores cinematografias do mundo. Também seria muito útil tentarmos aprender e trabalhar com eles, porque estão ao nosso lado. Não restam dúvidas, o caminho é este: Brasil e Espanha», conclui.</p>
<p>José Carlos de Oliveira não é tão otimista: «A gente não gosta de Portugal e os espanhóis não gostam de nós, a Galiza é a única exceção. O Brasil também não quer saber de filmes portugueses, e vice-versa. A música brasileira enche concertos, mas são raros os casos de filmes brasileiros que levam muitos portugueses às salas de cinema. Eu acho que o problema é o ritmo dos filmes e a linguagem». </p>
<p>«A grande diferença que existe entre Brasil e Portugal, e que é maravilhosa, é o apoio que o cinema tem no Brasil de grandes marcas brasileiras, até por conta da lei de incentivo fiscal», lembra Maria João Bastos, que começou a ter grande projeção como atriz quando passou a trabalhar do outro lado do Atlântico.</p>
<p>O ator José Pinto diz, em tom sublevado: «enquanto em Espanha, já para não falar nas Américas, se gastam milhões de euros, aqui o subsídio é de 600 mil euros. Como se pode fazer um bom filme com 600 mil euros? É impossível, de maneira que não se pode fazer um bom cinema», atesta.</p>
<p>A completar esta voz de indignação, está Paulo Trancoso, que agora tem um grande desafio: gerir a Academia Portuguesa de Cinema com pouquíssimos fundos. «Quando a palavra é crise, os primeiros cortes são nos sectores culturais porque parece ser o que está mais a mão dos ministros e dos governos. É muito triste que eles não percebam que o cinema português traduz numa valorização da cultura e que, numa altura de crise, dever-se-ia apostar mais na nossa identidade, pois estamos a perder a pouca soberania que tínhamos», finaliza. </p>
<p>Resta saber se a perda dessa “pouca soberania” que restou – e que mais parece ter ficado cerrada por completo na Era dos Descobrimentos – levará a uma guinada e trará novos ventos ou se as caravelas de hoje continuarão a não saber o que é o mar.</p>
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		<title>Revisão do clássico de Manuel Mozos no Passos Manuel</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 05:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>festmag</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Mozos]]></category>
		<category><![CDATA[Xavier]]></category>

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		<description><![CDATA[<strong>"Xavier", a longa-metragem que Manuel Mozos realizou entre 1992 e 2003, ultrapassando inúmeros problemas e dificuldades, pode ser vista esta quinta-feira, 1 de dezembro, às 22:00, no Cinema Passos Manuel, no Porto.</strong>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><strong>&#8220;Xavier&#8221;, a longa-metragem que Manuel Mozos realizou entre 1992 e 2003, ultrapassando inúmeros problemas e dificuldades, pode ser vista esta quinta-feira, 1 de dezembro, às 22:00, no Cinema Passos Manuel, no Porto.</strong></p>
<p>O realizador estará presente na sessão e os bilhetes custam 3,5 euros para o público em geral e 1 euro para os sócios CCP e Inatel.</p>
<p>Sinopse: «Xavier entra na idade adulta. Em criança tinha sido entregue pela mãe num orfanato onde passou a infância aos cuidados da freira Irmã Maria da Luz e com a amizade de Hipólito. Na adolescência foi adotado pelos Alves, um casal burguês, com uma filha, Luísa, um pouco mais nova que Xavier. Os Alves impediram-lhe qualquer contacto com a mãe, mas proporcionaram-lhe uma vida condigna. Até que a rebeldia própria da idade e um grave percalço fizeram com que Xavier se afastasse, indo cumprir o serviço militar algures, num local distante de Lisboa. Agora a tropa terminou e regressa à capital. Vamos seguir-lhe os passos. Os seus gestos, os seus movimentos, os seus olhares, os seus tremores, os seus temores, os seus sentimentos. Através dele e daqueles com que a sua vida se cruza».</p>
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