Em modo retrospectiva pudemos rever ou ficar a conhecer vários dos trabalhos do autor norte-americano Bill Plympton na Monstra que atacou a cidade de Lisboa nas últimas duas semanas. E os estragos foram grandes. Da inversão moral de Idiots and Angels ao sarcasmo de dentes afiados de Guard Dog, tudo valeu para mostrar que filmes de animação não são só coisa de criança.
A Lisboa de Fernando Pessoa, de José Fonseca e Costa, será exibido quarta-feira, às 19h15, no Pequeno Auditório do Rivoli. O dia começa às 15h15 com uma sessão de curtas-metragens de cineastas nacionais como Frederico Serra, Tiago Guedes e Rodrigo Areias. Já a noite pertence à antestreia de Embargo, de António Ferreira, uma adaptação da obra de José Saramago.
Ainda em semana de aquecimento, o Fantasporto – Festival de Cinema Internacional do Porto – trouxe Colin Arthur e a sua mulher e parceira profissional Sarah Arthur para uma masterclass de dois dias sobre efeitos especiais. Comissariada por Carlos Carneiro e Júlio Alves, da London Sessions Productions, o programa especial levou mais de 100 pessoas a inscreverem-se.
Enquanto Robocop dava início a mais uma cruzada contra o crime – no pequeno auditório era exibido o filme de Julian Grante –, no grande auditório o mal fazia-se representar por médicos loucos (Re-Animator, 1985) e zombies (Braindead, 1992), numa sessão dupla.
Apesar das inúmeras dificuldades, o Fantasporto volta a impor-se como um dos mais importantes festivais de cinema do país. Para a 30ª. edição foram seleccionados cerca de 400 filmes, entre longas e curtas-metragens, oriundas dos quatro cantos do mundo, numa programação que não deixará ninguém indiferente. Mas, tal como é habitual, o festival não se faz só de sessões de cinema, estando previstas conferências, debates, workshops e exposições.