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Crónicas

“Sophia”: eis o nome dos galardões que a recém formada Academia Portuguesa de Cinema (APC) irá oferecer em noite de gala a ter início no próximo ano. O nome, que ultrapassou “Dom” e “Lacre” na votação ocorrida ontem, em Lisboa, é uma homenagem à escritora Sophia de Mello Brayner e às mulheres, «por haver poucos prémios de cinema com um nome feminino e vivermos numa sociedade ainda muito controlada pelos homens, além de significar, em grego, ‘sabedoria’», explica um dos membros da direção.

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Aqui não há tendas, nem bandas estrangeiras, nem inúmeros quilómetros a percorrer até ao recinto. As Noites Ritual são um festival diferente e incluem-se na dita “ressaca de festivais”. Fizeram agora 20 anos e o ritual apenas perdeu o rock no nome. O ecletismo mantém-se, o festival cresce e os portuenses continuam a acarinhar estas noites tão especiais para a cidade e para o panorama musical português.

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Maria Gadú já ganhou o coração do público português. No domingo, entre Expensive Soul e Ney Matogrosso, encaixou lindamente.

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Neste mundo sem tempo, é raro o artista que pode roubar 90 minutos das nossas vidas sem o crime ser notado. Clara Ponty anunciou a sua intenção de nos levar numa viagem e foi fiel à sua palavra. In this time-starved world it is a rare artist who can steal 90 minutes of our lives without the crime being noticed. Clara Ponty announced her intention to take us on a voyage and was true to her word.

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O cinema asiático continua a ser o mais forte do certame. “I Saw the Devil”, de Kim Woon Jee (vencedor no Fantas’04 com “A Tale of Two Sisters”), “Bedevilled”, do estreante Yang Chul-soo, “Miyoko”, do ainda desconhecido Yoshifumi Tsubota, “The Housemaid”, de Im Sang Soo, e “Hahaha”, de Hong Sang Soo, foram os mais surpreendentes. Uma direção de fotografia sempre impecável, bandas sonoras extraordinárias e representações acima da média. CRÓNICA DE SARA SANTOS SILVA

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